Boas novas Natalícias

Mais um texto de Gil Oliveira e Ricardo Espada, nos Espatafúrdios do Quotidiano.

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Finalmente as coisas parecem estar a correr de feição para os Portugueses. A Selecção Nacional ficou (Finalmente! Chiça, para campeões europeus em curso, são mais teimosos em conseguir o apuramento, do que a insistência de Cristiano Ronaldo, perante o suposto “Não!” da Mayorga, quando o malandro do nosso capitão quis praticar sexo usando um orifício da senhora onde o sol não brilha…) apurada para o Euro 2020, os cinemas estão repletos de filmes que temos realmente vontade de ver e o Natal está a chegar…

E quem diz o Natal, diz o subsídio de Natal. Até porque essa história do “mais importante” da quadra Natalícia é a reunião familiar, a entreajuda, actos de bondade e generosidade entre as pessoas e tudo mais, na verdade, não passa de balelas. De pura treta da boa. Importante, importante é mesmo o subsídio de Natal! E temos dito! E ficamos por aqui esta semana. Obrigado e bom dia!

Calma, estamos apenas a brincar porque, de facto, o subsídio de Natal é um assunto que levamos muito a sério. Mas não pensem que nós somos uns grandessíssimos filhos da… hum… do capitalismo. Nós também valorizamos o resto.

Por exemplo, os doces de Natal, os frutos secos, os copos cheios de licor, o bacalhau assado, o borrego, mas acima de tudo a família! Sim, porque sem a família nós, como tantos outros jovens a caminho dos 40 anos, não seríamos nada… Ah! Esperem! Não era isto. Sem a família nós não teríamos presentes! Sim, agora sim, está correcto. Porque, no fundo, mesmo no fundinho, os presentes é o que realmente interessam.

Em primeiro lugar, subsídio de Natal. Depois, presentes de Natal. E a seguir, a comida e a bebida habitual da quadra Natalícia. Concorda ou não concorda connosco? Vá… Seja sincero… Responda lá a verdade agora que ninguém está a ver, porque está tudo distraído a olhar para o calendário para contar os dias que faltam para receber o subsídio de Natal. Pois… Nós sabemos que sim. Não vale a pena disfarçarem. Estão entre amigos, não há nada a temer.

E já que falámos em prendas e subsídios… O leitor sabia que, enquanto escrevíamos este excepcional texto, a Joacine Morais acaba de dizer que seria um acto de amor o governo aumentar o ordenado mínimo para 900 euros?

O problema é que, quando ela acabou de dizer a frase, já o Governo tinha decidido que, afinal, só vão dar 635 euros de ordenado mínimo. É pena! Até porque uma pessoa com 900 euros consegue comprar muito mais amor do que com 635 euros. E quando dizemos comprar amor, é só através de prendas, não nos referimos ao pagamento a profissionais do comércio do amorrrr em vias públicas, obviamente.

Mas longe de nos estarmos a queixar. 35 euros de aumento no ordenado mínimo é muito bom. Aliás, é fantástico, até porque, se considerarmos aquele tipo de amor que se vende à beira da estrada, 35 euros paga mais amor ao relento do que aquele que muitas vezes se vê nas reuniões familiares no dia 24 de Dezembro — que é um amor mais quentinho, é bem verdade, mas, na maioria das vezes, recheado de uma falsidade enfadonha.

Calma, calma, não estejam já a dizer que somos uns malcriados, que estamos a ofender as pessoas e que não damos valor à reunião em família, em datas especiais. Na realidade, é exactamente o oposto disso que estamos a tentar fazer.

O que estamos a tentar fazer é mesmo incentivar as pessoas a agradecerem o aumento que irão receber dos nossos governantes através do retorno desse amor às suas famílias. Nomeadamente às suas mães. Até porque, ao fim ao cabo, não fossem os políticos filhos de gente boa, honesta, sincera e com “amigos milionários que emprestam meia-dúzia de milhões como se fossem trocos sem esperar nada em troca, e Portugal não estava como está hoje e não estaríamos a viver assim tão bem, com um aumento de 35 euros por mês. É ou não é verdade? Pois que não sabemos, mas, olhem:

“É o que temos”.

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Texto escrito por Gil Oliveira e Ricardo Espada

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