Rubrica

Mesas de afetos

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Em psicoterapia, a alimentação adquire muitas vezes um papel de relevo, nomeadamente quando trabalhamos perturbações do comportamento alimentar. Da bulimia, à chamada fome emocional, que tanto vazios compensa, muitos são os pacientes que sofrem com estas questões.

Mas hoje quero falar-vos sobre o papel que o “estar à mesa” desempenha na vida das famílias e dos enamorados.

Ao longo de mais de 20 anos de prática clínica, tenho vindo a perceber como à volta da mesa, também se podem criar afetos.

À mesa volta-se ao passado e contam-se memórias, também dos que já partiram fisicamente; à mesa partilham-se confidências, segredadas ao ouvido; à mesa ecoam sonoras gargalhadas e esboçam-se sorrisos envergonhados, dos que se estão a enamorar.

A partilha do alimento e também do vinho, de forma saudável claro, podem constituir momentos de tertúlia e de união, de construção de sonhos, que muitos de nós não esquecerão.

Gosto assim de me referir às mesas da nossa vida, como lugares de afetos, nos quais nos desnudamos, caímos, reerguemos e crescemos! Livres de preconceito!

E você? Como têm sido as mesas da sua vida?


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