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Incerteza do fecho do corredor aéreo leva Britânicos a antecipar saída do Algarve

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O medo de uma possível quarentena está a levar alguns “clientes britânicos a antecipar” a saída de unidades hoteleiras e consequentemente do Algarve com receio de um novo encerramento do corredor aéreo entre o Reino Unido e Portugal.

João Soares, dirigente associativo, da Associação da Hotelaria de Portugal (AHT), no Algarve, em entrevista à Lusa, avançou que a notícia de um possível fecho do corredor aéreo já está a causar bastante preocupação, nomeadamente nos clientes que estão neste momento no Algarve, com alguns a pedir para antecipar o seu regresso a Inglaterra”.

“Neste momento, esse cancelamento tem já um número considerável”, diz João Soares relativamente às reservas, o que tem levado, a par dos cancelamentos, a um sentimento generalizado de preocupação por parte dos hoteleiros, afirmando que a decisão do Reino Unido de uma quarentena obrigatória pela covid-19 “não faz grande sentido, porque o Algarve cumpre os rácios de contaminações e é a região menos afetada pelos contágios”. Assim, para João Sorares deveria ser dado “um tratamento diferenciado para o Algarve, porque a região não deve ser penalizada pelo rácio de contágio existente noutras zonas do país”.

“Dependemos em grande parte do mercado britânico que tem um impacto substancialmente grande no mês de setembro”, sublinhou João Soares, acrescentando que os hoteleiros estão muito preocupados, até porque foi pedido às empresas associadas para que funcionassem durante o mês de setembro”.

Um possível encerramento do corredor aéreo é um “um passo atrás naquilo que foi conquistado numa região que cumpre com aquilo que é devido quanto ao número de casos” de covid-19, explica João Soares.

Por sua vez,  Elidérico Viegas, presidente da Associação de Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA) em declarações à agência Lusa avança que, “por enquanto, ainda não há registo” de turistas britânicos a cancelar reservas ou a antecipar o retorno ao Reino Unido pela possibilidade de uma quarentena obrigatória em solo britânico.

Mas a acontecer adverte que “trará avultados prejuízos para a região e o país”, uma vez que o “mercado britânico é estratégico e prioritário para a região, representa mais de um terço das dormidas e dos turistas e, em receitas, representa mais porque a despesa ‘per capita’ é mais elevada que a média” dos visitantes de outros países”, completa Elidérico Viegas.

Para Elidérico Viegas, presidente da AHETA, “não faz sentido considerar Portugal como um todo como destino inseguro quando, em boa verdade, o Algarve teve muito poucos infetados por 100 mil habitantes”, registando assim números pequenos de “pouco mais de dois por 100 mil habitantes”, que “cumpre os critérios europeus” para ser um destino considerado seguro.

“Penalizar as regiões como o Algarve porque a zonas de Lisboa e do Porto têm um número de infetados superior parece-me um bocadinho – não é um bocadinho, é muito — injusto. E não apenas para nós, mas para os próprios turistas britânicos” que desejam visitar o Algarve, sublinha o presidente da AHETA.

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