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Compra do edifício da Trabatijo volta à discussão na reunião pública

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A reunião pública desta tarde no Montijo iniciou-se com a intervenção do vereador Carlos Almeida (CDU), que apresentou questões enviadas por munícipes, ligados à limpeza de espaços públicos, recuperação de espaços verdes e ao pó causado pelos trabalhos na EB1 Joaquim de Almeida.

O presidente Nuno Canta agradeceu ao vereador “dar voz aos munícipes mas também temos já conhecimento dessas queixas, porque os munícipes recorrem normalmente aos vereadores e Câmara Municipal.”

Relativamente ao pó na EB, a vereadora Clara Silva explicou que “a queixa chegou hoje e já contactámos o empreiteiro para ver se é justificada e se pode ser feito algo para diminuir o incómodo. Mas posso dizer que o plano de segurança foi garantido e as crianças que ali estão vão ser retiradas assim que terminarem as aulas do 1.º ciclo para que as obras decorram nessa altura.”

O vereador comunista apresentou depois uma Saudação à Área Metropolitana de Lisboa e à Comissão de Utentes de Transportes Públicos do Montijo pelo reforço de oferta das carreiras que ligam a margem sul a Lisboa nas horas de ponta. Nuno Canta criticou o texto “por omitir o papel e o trabalho dos municípios do Montijo e da Moita”, propondo a bancada do PS algumas sugestões que foram aceites, o que levou à aprovação desta por unanimidade.

Sobre o mesmo assunto, o presidente apresentou também uma saudação louvando a conquista dos dois municípios no aumento das carreiras prestadas pelos TST na ligação a Lisboa.

A intervenção seguinte coube ao vereador João Afonso (PSD/CDS-PP), que questionou a posição da autarquia sobre as propostas que foram enviadas pelo Movimento ‘Montijo Primeiro’ acerca da alimentação, considerando Nuno Canta que “esse é um tema muito importante, e temos uma estratégia delineada embora possa ser mais aprofundada. No concelho até temos muitas hortas urbanas municipais e privadas, até nas escolas, a que a Câmara Municipal dá apoio”.

O vereador levantou depois questões de munícipes, como a ocupação de um espaço público por um contentor para venda imobiliária; falta de manutenção de um jardim no Samouco; o abastecimento de água na rua da Baixa que apresenta resíduos sólidos, entupindo canalizações e avariando electrodomésticos, com Nuno Canta a considerar que “poderá tratar-se de calcificações nos canos, mas irei dar indicação aos serviços para averiguar”.

O vereador social-democrata propôs ainda que “perante as queixas dos munícipes pelo aumento do valor da factura do SMAS, a autarquia apresente como contrapartida uma descida do IMI”, com o presidente a explicar que “quem gasta mais água, paga mais, mas a Câmara Municipal teve de aplicar o aumento da Tarifa Variável dos Resíduos Sólidos exigida pela ERSAR, e se não o fizéssemos o município estaria sujeito a sanções” e garantiu que “esperamos no próximo orçamento voltar a diminuir o IMI e incluir a Tarifa Social da Água, cujo regulamento já está a ser elaborado pelo SMAS”.

Na sua intervenção Nuno Canta apresentou uma declaração acerca dos resultados obtidos pelo PS “em todas as freguesias e em todas as mesas de voto no concelho” nas eleições europeias, com críticas ‘severas’ à “falta de projecto da oposição, que ficou patente nos piores resultados que a CDU e o PSD obtiveram no município do Montijo”.

João Afonso considerou que “o presidente deu aqui um salto mortal que ganhava uma medalha olímpica, ao confundir os resultados das europeias e as autárquicas”, posição secundada por Carlos Almeida que considerou que “o texto mete o Rossio na Rua da Betesga, quando o presidente atribuiu a si mesmo a vitória destas eleições, ao invés de António Costa e Pedro Marques”.

«Caso Trabatijo é apenas ruído para a opinião pública»

Outro ponto discutido durante a tarde foi, novamente, a aquisição do edifício da Trabatijo por parte da autarquia, com Nuno Canta a apresentar a avaliação realizada sobre o valor de mercado, tal como o Diário do Distrito já tinha noticiado e a Câmara Municipal divulgou em comunicado.

Para João Afonso, “este ‘estudo encomendado’ é interessante porque os valores encaixam muito bem nos valores que já tinham sido negociados. Da minha parte nunca disse se foi caro ou barato, disse algo completamente diferente: a Câmara Municipal é preguiçosa, não fez o acompanhamento do processo e não tem um cadastro de imóveis passíveis de ser comprados, e o seu tempo é passado em festas e festarolas. Com isto o município perdeu 100 mil euros porque vai comprar por 194 mil euros algo que um ano antes foi comprado por 100 mil euros e por isso isto foi um grande negócio para o privado.”

Nuno Canta lamentou a postura do vereador social-democrata “porque este tipo de atitudes não é digna de uma discussão política séria, da Câmara Municipal do Montijo nem do representante do PSD. Está a ver se me levanto e vou ter consigo mas não vou sair de onde estou.”

Carlos Almeida lamentou “a postura populista deste tipo de intervenções, quando pensávamos que já estávamos noutro patamar das discussões politicas, em vez de se andarem a criar novelas. Isto atinge um nível que pode vir a explicar os resultados eleitorais. O que importa neste assunto unicamente é saber se já havia vontade de comprar alguns edifícios, essa intenção teria de ser transmitida aos serviços e os juristas têm de estar atentos ao que se está a passar com as insolvências e vendas. Teve ou não ocasião de comprar antes este edifício? Foi ou não este comprado pelo valor justo? E o relatório que agora foi apresentado comprova isso.”

Nuno Canta respondeu que “o presidente não pode ficar impávido e sereno sem responder a estes ataques que servem apenas para criar ruído na opinião pública e nem os serviços camarários merecem este tipo argumentos apresentados pelo vereador João Afonso”.

O presidente explicou que “aquando da insolvência da Pluricoop a autarquia centrou-se em retirar do processo o terreno do Bairro do Areias para o reverter para a posse do município e colocou-se a hipótese de adquirir o edifício que ali já estava construído e se calhar isso é que tem causado alguma confusão acerca da intenção de compra de edifícios após a falência da Pluricoop”.

 

 

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