DistritoDistrito SetúbalMontijo

Compra do edifício da Trabatijo «foi um bom negócio» segundo Nuno Canta

publicidade

Um tema que tem vindo a ser debatido de forma recorrente nas últimas reuniões camarárias no Montijo é a aquisição por parte do município do edifício Trabatijo, antiga cooperativa de trabalhadores da Aldegalega, localizado na Rua João Pedro Iça.

Ao Diário do Distrito, o presidente da Câmara Municipal revelou que “já fizemos uma avaliação do edifício e verificou-se que o valor é superior ao que o município pagou. O edifício foi por nós adquirido por 194.668 mil euros, e a avaliação de mercado ascende a cerca 424 mil euros, situação que iremos apresentar na próxima reunião camarária.”

Nuno Canta considera que a discussão que está a ser gerada em redor do processo de compra do edifício da Cooperativa de Produção e Consumo dos Trabalhadores Rurais Aldegalenses – Trabatijo, “é uma polémica inexistente que alguns políticos levantaram para tentar colocar alguns «grãos na engrenagem». A confusão surge porque há contratos entre privados com valores mais baixos, mas sobre isso a Câmara Municipal não pode fazer nada. Propusemos uma determinada compra, procurámos saber o valor de venda e sobre esse chegámos ao acordo dos 194 mil euros.

Só há negócio quando há acordo entre o vendedor e o comprador e este foi um bom negócio para o município, não apenas pelo valor económico, mas também pelo valor cultural, da tradição e da memória do edifício para a população do Montijo, e isso não se quantifica. E é tendo em conta essa memória que pretendemos salvaguardar com uma ambição cultural, criando ali um centro cultural com uma função de apoio ao Cineteatro Joaquim de Almeida.”

A Cooperativa de Produção e Consumo dos Trabalhadores Rurais Aldegalenses – Trabatijo foi criada como uma cooperativa de abastecimento alimentar dos trabalhadores do Montijo no início do século XX, passando anos mais tarde para a posse da Pluricoop que entrou em falência em 2016.

“O edifício foi comprado antes dessa falência, em 2014, logo e ao contrário do que tem sido veiculado, a Câmara Municipal não o podia ter adquirido na massa falida, ao qual nunca pertenceu. Tudo é muito claro e transparente.”

Artigos Relacionados

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Botão Voltar ao Topo

Permita anúncios

Detetámos que utiliza um bloqueador de anúncios.
Apoie o jornalismo sério e considere desativá-lo para o nosso site.
Saiba como desactivar: carregue aqui