Qual o futuro de todos nós?

Esta semana o meu editorial centra-se no caso insólito do pequeno Rodrigo que nasceu no Centro Hospitalar de Setúbal sem olhos, nariz e parte do crânio. Um pouco para refletirmos todos.

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A semana fica abalada com o caso do pequeno Rodrigo que nasceu no Centro Hospitalar de Setúbal no passado dia 7 de outubro, um bebé que não tem olhos, nariz e parte do crânio. As notícias fizeram-se ouvir e muito se escreveu e escreve ainda sobre a negligência do médico obstetra que pelo que se soube, já contava com quatro processos na Ordem dos Médicos e um na justiça que acabou por ser arquivado pelo Ministério Público.

A malformação que não foi detectada por parte do médico subiu de tom nas redes sociais, onde milhares de cibernautas condenam a atitude irresponsável do médico e a falta de coerência por parte dos organismos fiscalizadores e judiciais.

Os médicos que assistiram a mãe no parto, ficaram incrédulos com o que viam, um recém-nascido sem olhos, sem nariz e sem parte do crânio, deram-lhe horas de vida, o que se resta é que o pequeno Rodrigo já sobrevive a uma morte anunciada há mais de 10 dias. E agora? Todos nós nos interrogamos nesta altura, qual o destino do pequeno bebé?

Estamos em pleno século XXI, não era para termos uma medicina mais evoluída com médicos mais dinâmicos e cuidadores? O que fazem os órgãos fiscalizadores atualmente? Temos um médico que falhou, não uma vez, mas cinco vezes, mas ao falhar a primeira e a segunda vez não seria caso de o órgão fiscalizador atuar? Sim, falo-vos da Ordem dos Médicos e da Direção Geral de Saúde, na substituição da tutela. O que foi feito, um processo judicial arquivado e os processos na Ordem parados. Foi preciso este caso para que esses órgãos atuarem? Que futuro queremos nós e para onde iremos nós com esta medicina?

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