«Não há transmissão de covid-19 aos trabalhadores da Biblioteca Municipal do Montijo»

Casos de contaminação por covid-19 na Câmara Municipal foram um dos temas de maior debate na reunião camarária desta quarta-feira no Montijo.

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Um dos pontos que marcou a reunião camarária desta tarde no Montijo foi a questão levantada pelo vereador João Afonso (PSD/CDS-PP), sobre um caso positivo de covid-19 numa funcionária de limpeza da Biblioteca Municipal, preocupação também demonstrada pelo vereador do PCP, Carlos Almeida.

“Temos tido, o PSD/CDS-PP, uma atitude solidária com a Câmara Municipal nas medidas combate na defesa do interesse público no combate à pandemia, mas entendemos que as instituições descredibilizam-se quando não falam verdade e não consigo perceber quando se conhecem determinados factos, o presidente faz hoje um discurso onde omite os casos de infeção na Câmara Municipal e a vereadora diz que não há problemas e por isso a biblioteca abriu normalmente.

Há um caso de uma funcionária da limpeza da Biblioteca Municipal que testou positivo, o que está a alarmar os oito funcionários que ali estão agora presencialmente, que sentem desconforto por não serem também alvo de testes, e isso levou mesmo a que o espaço tivesse de ter sido descontaminado. Isto não é uma anomalia?”.

Nuno Canta explicou que “o que tem é uma informação errada, porque a funcionária foi contaminada fora do contexto de trabalho, através de um familiar” e a vereadora Maria Clara Silva acrescentou que “a funcionária sentiu-se mal durante o fim-de-semana e foi aconselhada a contactar a Linha Saúde 24, de onde a encaminharam para a testagem no hospital, que veio a dar positivo.

De imediato foi remetida a confinamento domiciliário, e testadas as pessoas que com ela estiveram em contacto, incluindo as outras duas funcionárias, uma com resultado negativo e outra aguarda ainda o resultado, conforme indicação do SNS.

No seu local de trabalho, esta funcionária sempre usou todos os Equipamentos de Segurança, e por isso estava tranquila. Neste caso, falei com a delegada de saúde e a Proteção Civil avançou depois com a higienização da Biblioteca. Como é óbvio houve algum alarme, mas não é preciso testar todas as pessoas, apenas as relações da possível cadeia de transmissão, tal como aconteceu na indústria de carnes.”

Nuno Canta afirmou ainda que “certamente no futuro iremos ter outros casos na autarquia, e este não é o primeiro caso que foi detectado. Mas não vamos estar a sinalizar publicamente as pessoas, porque o que se pede é algum sigilo.

Não se trata aqui de uma cadeia de transmissão a vários funcionários da Câmara Municipal e na Biblioteca Municipal não há qualquer situação de transmissão aos trabalhadores.”

O edil avançou ainda que a autarquia irá iniciar a testagem “aos funcionários que estão em espaços fechados e aos que estão na linha da frente.

Também já é obrigatório o uso da máscara para quem entra nos serviços da Câmara e das Juntas, e se não a trouxerem é-lhe fornecida uma, e os trabalhadores do atendimento estão protegidos por acrílicos.”

João Afonso alertou também para o facto de ter detectado a falta de uso de material de segurança pelos funcionários camarários “a circular na via sem máscaras, quando além da segurança, é importante que estes deem o exemplo de cumprimento das regras”.

Sobre isto Nuno Canta frisou que “apelamos sempre à responsabilização por parte dos trabalhadores e a ordem que estes têm é a da obrigatoriedade de usar máscaras e luvas, e por até lhe peço que, enquanto vereador da Câmara Municipal, sempre que depare com isso, lhes chame a atenção e da minha parte irei contactar os chefes de departamento para também estarem alerta sobre isso.”

Carlos Almeida criticou ainda o facto de que a reunião camarária ainda decorrer em formato online e não no “no edifício da Câmara Municipal, tal como quase tinha ficado acordado na anterior reunião, e não percebemos porque se mantém este formato.

Também não sendo a reunião pública, podia pelo menos ser transmitida para todos, mas isso não acontece porque o presidente não tem vontade política de que a população veja a troca de argumentos com a oposição”, e agradeceu o facto de que “as questões que temos colocado via email têm sido respondidas e enviada informação”.

O vereador comunista questionou ainda sobre o caso positivo de covid-19 num trabalhador da TST, como o Diário do Distrito noticiou, “que preocupou os utentes que querem saber não o nome deste funcionário, mas pelo menos saber o horário que este realizou para sua segurança”, com Nuno Canta a garantir que irá transmitir a preocupação dos utentes à empresa.

Aprovadas medidas de apoio
ao comércio local

Num âmbito mais positivo, Nuno Canta informou os vereadores que “não temos notado no Montijo uma diminuição na procura imobiliária e agora que se entrou em desconfinamento notamos até um aumento dos projectos de investimento em várias áreas, sobretudo no sector da hotelaria, que tem sentido mais os efeitos da pandemia. E também o nosso mercado municipal tem vindo a registar um aumento de procura.”

O presidente apresentou uma proposta que foi aprovada por unanimidade com um conjunto de medidas de apoio aos empresários, “que são incentivos económicos que a Câmara Municipal pode fazer, canalizando algumas das verbas que estavam destinadas a actividades que tiveram de ficar suspensas devido ao covid-19”.

Estes apoios passam por “distribuição de kits de máscaras a todos os comerciantes, campanhas de informação sobre medidas de segurança e de sensibilização, criação de um espaço de apoio especializado para as micro, pequenas e médias empresas, em parceria com a Entidade Regional de Turismo de Lisboa e Vale do Tejo e outras entidades, com uma linha de apoio telefónico, e uma intervenção na baixa comercial com floreiras e reparação de bancos, e por ventura colocar chapéus para dar um colorido às ruas, que permita uma retoma desta crise económica causada pela pandemia”.

Outra medida irá passar pelo “aumento extraordinário e temporário da área de esplanada de restaurantes e pastelarias, para permitir que os estabelecimentos mantenham o mesmo número de mesas no dobro do espaço”.

Foi também aprovada a tranferência de uma verba de 34 mil euros da Câmara Municipal para as escolas do concelho, para despesas de funcionamento.

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