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Executado pela máfia chinesa em Setúbal por dívida de 70 mil euros

PJ identificou rapidamente os autores do homicídio de Jun Jun Fang.

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A edição online do CM adianta este domingo que o corpo encontrado a 5 de maio de 2019, e como o Diário do Distrito noticiou na altura, pertence a Jun Jun Fang, um homem de origem chinesa, de 32 anos de idade, e que afinal não fora executado com três tiros, mas sim com seis tiros.

Adianta o CM de hoje, que cinco desses tiros foram feitos na boca da vítima, que foi encontrada na altura junto à ETAR da SAPEC por um segurança, sem documentos. O jornal adianta ainda que a PJ identificou em tempo recorde os homicidas: dois sicários ligados a uma rede mafiosa chinesa, as chamadas tríades, que naquela altura se dedicavam ao tráfico de meixão na zona de Setúbal.

O meixão, ou a enguia-bebé, pode atingir os 20 mil euros por quilo no mercado asiático. Depois de executarem Jun Jun Fang, os homicídas terão fugido para Espanha. Dois anos passaram e as autoridades internacionais não conseguiram deter os dois assassinos e os mandados internacionais ainda estão por cumprir.

O CM adianta que o processo encontra-se no Ministério Público de Setúbal e dá conta que no mesmo processo encontra-se descritos a razão a que levou ao homicídio do homem de origem asiática: a vítima pediu na altura um empréstimo de 70 mil euros à máfia chinesa, com o fundamento de investir num restaurante. Diz ainda o documento que há indícios de que o devedor terá falhado com pagamentos e, numa tentativa de ganhar algum tempo, envolveu-se com a rede do meixão que operava na região, ajudando a mesma a conseguir um armazém em Setúbal que servia de esconderijo para o material capturado de forma ilegal.

A GNR já andava em cima da situação e em várias operações, desde o início de 2019, aquela força de segurança já teria conseguido capturar vários milhões de euros em meixão que estaria pronto a rumar até à China condicionado em malas especiais.

Foi a 3 de maio de 2019, que a vítima jantou com a mulher e saiu para o encontro com os seus assassinos. Os homicidas esperavam o homem numa carrinha em Lisboa, onde foi sequestrado e levado para a Serra da Arrábida, aí começou a tortura e depois a execução, acabando por abandonar o corpo na zona industrial da SAPEC. Adianta o relatório que o homem terá levado seis tiros de duas armas em ângulos diferentes, e, por dois autores. A autopsia ao corpo ditava que ambos os tiros seriam fatais para a vítima. O CM explica ainda que um dos disparos foi dado nas costas e os restantes na cara.

O caso ainda continua aberto e as autoridades esperam ainda que possam capturar os homicidas de Jun Jun Fang.

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