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Empresa Carl Zeiss garante estar a cumprir acordos feitos com trabalhadores e sindicatos

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Os responsáveis da fábrica de lentes de prescrição da Carl Zeiss Vision Portugal, Setúbal, enviaram ao Diário do Distrito uma nota de esclarecimento acerca da greve que está a decorrer na sua fábrica em Setúbal.

«As reivindicações tanto quanto as conhecemos dizem respeito ao aumento salarial, sem aceitar trabalho contínuo, contratação de trabalhadores temporários e realização de testes Covid-19 gratuitos a todos os trabalhadores» afirma o comunicado.

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«As primeiras reuniões entre a administração e os representantes dos sindicatos realizaram-se no ano passado, mas acreditamos que a decisão da greve já estava previamente tomada.

Até ao momento a Zeiss procurou reunir por duas vezes de modo a alcançar um consenso – infelizmente essas propostas de reunião foram rejeitas.»

Os responsáveis da Carl Zeiss referem também que «a situação atual é definida por dois grandes desafios. Em primeiro lugar, é claro, está a pandemia, a pior crise na União Europeia e globalmente desde 1945.

Os nossos clientes, assim como os nossos negócios, estão sob uma enorme pressão.

Enquanto a nossa primeira preocupação é a segurança e saúde dos nossos funcionários, a segunda é proteger o negócio e, portanto, o emprego e o desenvolvimento futuro da nossa empresa. Em segundo lugar, devemos ter em mente a competitividade na nossa indústria, que está entre todos os atores globais. O laboratório em Portugal faz parte da nossa rede global de produção e distribuição e o seu futuro só pode ser assegurado como parte integrante desta rede. Não existe um laboratório independente com sucesso em toda a indústria. Competitividade significa capacidade de entrega com serviço atempado e custo controlado.»

Destacando o papel da empresa no mercado internacional e os investimentos, a empresa frisa que «para garantir o prazo de entrega fixado com os nossos clientes locais e internacionais, é obrigatório operar a produção 24 horas por dia, 7 dias por semana, em laboração contínua.

Todos os laboratórios globais – trabalham em laboração contínua e melhoram constantemente a sua estrutura de serviços e custos.

É imperativo avaliar a situação do nosso laboratório em Portugal tendo como pano de fundo o contexto da indústria, as necessidades dos clientes e a atual situação económica.»

Para a empresa  é fundamental «garantir uma entrega contínua aos nossos clientes através da nossa rede global. Não devemos comprometer as necessidades dos nossos clientes, nos quais alicerçamos o nosso negócio e que estão sob muita pressão devido à situação pandémica e ao bloqueio» e também que «toda a estrutura está empenhada em procurar forma de ultrapassar esses constrangimentos.

Não reduzimos estrutura, nem esperamos qualquer redução na remuneração de qualquer empregado, continuaremos a laborar, cumprindo todas as normas sanitárias, porque acreditamos ser a única forma para a recuperação economia.»

Relativamente às exigências dos trabalhadores e sindicatos, a empresa garante que «nos últimos dois anos, o aumento salarial acima da inflação e, portanto, o ganho líquido para todo o pessoal tem sido implementado. 

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Ao atingir os objetivos acordadas em termos de serviço e capacidade, é também acordado um bónus significativo para todos os funcionários.»

E garantem que «o Laboratório ZEISS de Portugal não é uma ilha à parte – com base nos factos económicos, as necessidades da indústria e dos clientes, estamos sempre dispostos a dialogar com os representantes sindicais e com os nossos colaboradores sobre desenvolvimentos futuros.

Mas – e isto não é negociável – todos precisamos de enfrentar a situação. Podemos ter opiniões diferentes sobre ideias para o futuro do Laboratório ZEISS em Portugal, mas não sobre os factos.»

Por fim, os responsáveis da empresa deixam «uma palavra de agradecimento a toda a estrutura da ZEISS que continua a trabalhar, na produção presencialmente, e em teletrabalho nas demais funções, e que nos permite manter a operação a 100% e, assim, dar o nosso contributo para a economia nacional».

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