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Barreiro | ‘Não destruímos qualquer património histórico dos moinhos de maré’

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A Associação Barreiro Património Memória e Futuro criticou a demolição dos moinhos de maré da Quinta de Braamcamp e o Moinho Pequeno, considerando o acto como de «destruição de património histórico».

No seu site, a Associação refere que «em 4 anos a Câmara Municipal do Barreiro arrasou dois Moinhos de Maré e destruiu o sapal de uma caldeira. O Moinho de Maré Grande já não existe, foi arrasado como o Pequeno, também já o tinha sido, pela Câmara Municipal do Barreiro».

O Diário do Distrito procurou junto da autarquia um esclarecimento sobre este assunto.

Rui Braga, vice-presidente da Câmara Municipal frisa que “não destruímos qualquer património referente aos moinhos de maré” e explica que “o projecto é uma reabilitação para preservar a História.

Queremos que sirva como ponto de interesse para contar a história do Barreiro desde o tempo dos Descobrimentos, o que muita gente desconhece, porque existe uma ideia de que o Barreiro nasceu com a CUF.”

Interrogado sobre o motivo que levou ao total desmantelamento do antigo moinho e à não recuperação do edifício, o vice-presidente frisa que “estes eram impossíveis de recuperar.

Temos de ter em conta que o motivo de interesse do moinho de maré é o engenho sob a água, que permite fazer movimentar os rodízios como turbinas, que movimentam depois as mós. E essa função será recuperada, porque a intenção é voltar a fazer o moinho funcionar como no passado, , bem como voltar a refuncionalizar a caldeira.

A operação que levámos a cabo no Moinho de Braamcamp foi a limpeza de escombros. Segue-se, à semelhança do Moinho Pequeno, o levantar de um novo edifício respeitando o traçado histórico, e com o aproveitamento de materiais já existentes, que serão incluídos nas obras, algo que ficou claro desde o início do projecto. Não podemos aproveitar tudo, devido ao estado em que se encontrava, mas queremos que sejam incluídas pedras da construção original.”

Relativamente às declarações da Associação, Rui Braga, considera que “as alegações são meramente de combate político. Sabemos quem está a patrocinar essa entidade, que tem a sua sede na casa de uma eleita da CDU.

O que estranhamos é que nunca tenham procurado reunir com o executivo, se as suas intenções fossem tão genuínas como querem fazer passar, porque nunca foi pedida qualquer reunião com a Câmara Municipal para apresentar as suas preocupações e esclarecer qualquer dúvida em relação ao projecto.”

Rui Braga nega também as acusações de terem sido praticados ‘crimes ambientais’.

“Sabemos que se trata de uma obra sensível e para tal foram pedidos pareceres às entidades competentes, a APA e a APL, e dos técnicos.

Nessa questão, quero tranquilizar todos os barreirenses, porque não foi cometido qualquer crime ambiental, toda esta polémica é meramente uma questão política. Crime ambiental e desleixo foi o que aconteceu durante anos, deixando os moinhos chegarem ao estado de degradação a que chegaram. E isso a Associação Barreiro Património Memória e Futuro nunca viu.”

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