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Barreiro | Associação acusa município de destruir moinhos e sapal de Alburrica

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A Associação Barreiro Património Memória e Futuro acusa a Câmara Municipal do Barreiro de cometer um «crime Patrimonial e Ambiental em Alburrica».

No seu site, a Associação refere que «em 4 anos a Câmara Municipal do Barreiro arrasou 2 Moinhos de Maré e destruiu o sapal de uma caldeira. Moinho de Maré Grande já não existe, foi arrasado como o Pequeno, também já o tinha sido, pela Câmara Municipal do Barreiro.

A riqueza cultural/identitária/económica deste bem patrimonial de arqueologia industrial morreu!».

A Associação afirma que «não se percebe esta opção pela destruição, quando especialistas afirmam que os moinhos são importantes não só para o Barreiro como  para todo o Estuário do Tejo. São tão importantes à nossa escala, como o Coliseu é para Roma, e apesar de ter partes em ruína, nunca passou pela cabeça de ninguém, em Itália, arrasá-las para fazer paredes novas.»

Alguns dos moinhos estão a ser substituídos pela autarquia por edifícios novos, mas para a Associação «mesmo que possam fazer um edifício igual, coisa que não corresponde à realidade, basta vermos o projecto e a memória descritiva, para a UNESCO este antigo monumento já não terá o valor patrimonial que possuía, mesmo em ruínas».

Outra acusação ao município é apontada para o esquecimento «das regras para o restauro e conservação deste tipo de património e paisagem industrial, mostrando desconhecer as boas práticas plasmadas em diversos documentos nacionais e internacionais.

Esqueceram-se que não  se pode actuar ignorando a importância do bem patrimonial a conservar e a paisagem em que se inscreve e ajudou a moldar , como é o caso de Alburrica. Esqueceram-se que antes de tocar no Moinho Grande era necessário  um conjunto multidisciplinar de acções a desenvolver : uma investigação histórica, um levantamento arqueológico, uma interpretação mecânica, um levantamento do estado de conservação do património industrial, etc…».

E recordam que «Alburrica e o seu património é um caso muito especial na Área  Metropolitana de Lisboa, enquanto Paisagem Cultural ou Paisagem Humana Evolutiva, (UNESCO) por isso a sua classificação como Sítio de Interesse Municipal para preservação moageira, ambiental e paisagística. Mas, também a sua classificação ambiental que a integra na Rede Ecológica Nacional.»

Já em relação aos sapais, é referido que «as caldeiras dos moinhos de maré são sapais e portanto zonas prioritárias de restauro por razões ecológicas e ambientais. E assim, do ponto de vista ambiental, outro crime foi cometido. A caldeira está seca e o seu ecossistema morto.»

Aquando do lançamento do projecto, a Câmara Municipal do Barreiro explicava, numa nota de apresentação do projecto, que «este vem renovar o ecossistema e prevê a limpeza da caldeira, a consolidação e qualificação das margens, a colocação de uma plataforma de areia capaz de assegurar atividade lúdica ou desportiva, junto a um espelho de água que pode ser controlado independentemente da maré».


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