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Tráfico de meixão resulta em 7 detenções e apreensão de armas em vários distrito

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A Unidade Central de Investigação Criminal da Polícia Marítima efetuou no dia 21 de janeiro uma operação conjunta com a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), a PSP e a Autoridade Tributária nas zonas de Lisboa, Loures, Setúbal, Palmela, Alcácer do Sal e Vila do Conde, na qual foram detidos sete indivíduos, dois de nacionalidade portuguesa e cinco de nacionalidade chinesa, e apreendido diverso material, dinheiro e armas.

Nesta operação, que contou também com a colaboração do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) e da EUROPOL, para além dos sete detidos (três ficaram em prisão preventiva), foram apreendidas 6 viaturas, cerca de 78 mil euros, 10 redes de meixão, nove tanques de conservação de meixão com equipamentos de refrigeração, material destinado à preservação e tráfico da espécie por via aérea ou terrestre, telemóveis e bloqueadores de sinal, bem como exemplares de meixão, diversas armas de fogo, cartuchos, armas brancas, droga, 24kg de marfim trabalhado e máquinas de contar dinheiro.

Esta operação resultou de uma investigação com cerca de um ano, coordenada pela Polícia Marítima em conjunto com a ASAE e apoiada pela PSP e pelo ICNF, na qual foram executados 13 mandados de busca e apreensão, e teve como objetivo o desmantelamento de uma rede organizada que se dedicava ao tráfico internacional de espécies protegidas (meixão) entre Portugal e países asiáticos, onde o quilograma deste produto se transaciona por cerca de 6.500 euros, havendo também indícios de associação criminosa, branqueamento de capitais e prática de crime de danos contra a natureza.

A enguia europeia (espécie anguilla anguilla), cujo termo “meixão” designa o seu estado final da fase larvar, consta como espécie protegida na Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies de Fauna e Flora Selvagens Ameaçadas de Extinção e a sua captura pode ser qualificada como crime de “Danos contra a natureza”.

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