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Sindicatos contra redução de salários em situação de quarentena

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A FECTRANS – Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações considera que a dispensa dos trabalhadores para o apoio aos filhos, tendo um pagamento de 66%, é uma decisão do Governo, perante mantém igual posição à já apresentada pela CGTP-IN.

«Os rendimentos dos trabalhadores não podem ser reduzidos numa altura em que se perspectiva que as suas despesas aumentem, pelo que rejeitamos desde já as implicações que decorrem do regime simplificado de ‘lay-off’ tal como foi apresentado pelo Governo, bem como as medidas previstas de apoio à família que, conforme noticiado, implicam uma perda de salário.

Mais grave é o facto de o montante a auferir ser distinto em função do vínculo laboral, como se fosse este a determinar as necessidades de cada pessoa. O que se exige é o pagamento a 100% para todos!»

A FECTRANS garante ainda que tem vindo a acompanhar a questão relativa ao surto epidémico do COVID 19 e procurado acompanhar o conjunto de medidas anunciadas, «no sentido de que as mesmas sejam implementadas tendo como objectivo central a defesa da saúde dos trabalhadores e dos cidadãos.

Estamos perante uma situação única e complexa, pelo que é necessário firmeza e serenidade e todos temos que contribuir para a solução, pelo que se deve ter em conta as medidas anunciadas pelas entidades de saúde.»

Face às medidas anunciadas pelo Governo no dia de ontem, os Sindicatos da FECTRANS desenvolvem um conjunto de contactos com os responsáveis das empresas, associações patronais e ministérios no sentido de implementação rápida dos planos de contingência, verificando-se ainda algumas empresas com atrasos, por exemplo na distribuição dos “kits” de protecção.»

O sindicato deixa ainda um apelo aos trabalhadores dos transportes e comunicações para que «relatem aos nossos sindicatos no sector situações de atraso na aplicação das medidas anunciadas, ou de problemas com a dispensa para acompanharem os filhos menores de 12 anos, assim como todas as situações que julguem necessárias».

A organização sindical implementou planos de contingência nos serviços sindicais para atendimento aos trabalhadores.

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