Atualidade

Sindicato de Médicos alerta para «rotura iminente dos serviços de urgência»

Urgências do Hospital de S. José estão em ruptura segundo o SMZS

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O Sindicato dos Médicos da Zona Sul alertou em comunicado para a situação de rotura iminente dos serviços de urgência na área de Lisboa e Vale do Tejo – Hospital de São José, quando «os próximos meses serão determinantes para avaliar a capacidade do SNS em dar resposta ao Outono/Inverno».

Segundo a nota do Sindicato «verificam-se já situações de extrema gravidade em serviços de urgência da capital e que exigem uma rápida intervenção por parte do Governo, de modo a garantir a continuidade do acesso dos cidadãos aos cuidados de saúde».

O SMZS aponta como «um exemplo dramático da degradação contínua do padrão da prestação de cuidados está a verificar-se no CHULC.

O serviço de urgência de adultos, no Hospital de São José, frequentemente conta com apenas 2-3 médicos sem especialidade, contratados a recibos verdes, para prestar cuidados de saúde a doentes triados para observação pela especialidade de Medicina Interna.

Com o aumento da afluência dos doentes aos serviços de urgência, estes 2-3 médicos são por vezes responsáveis pelo atendimento de cerca de 70-80 doentes, com as consequências previsíveis.

Ultimamente, esta situação agravou-se, chegando a verificar-se, agora, períodos em que a urgência central de um dos maiores hospitais do país conta apenas com um médico, com vínculo precário, para observar o mesmo número de doentes – não é aceitável que este Governo e Ministério da Saúde permitam esta situação, que põe em causa a saúde dos doentes e o desempenho profissional dos médicos.»

Para o Sindicato é também «incompreensível a total ausência de medidas concretas, nesta e noutras unidades de saúde, para fazer face ao difícil período que se adivinha no Outono/Inverno.

Ao contrário do que tem sido anunciado, o número de médicos contratado durante a pandemia é irrisório e muitos já não se encontram em funções, uma vez que terminaram já os contratos de 4 meses. Adicionalmente, as contratações de recém-especialistas não significam um verdadeiro reforço dos recursos humanos, uma vez que são médicos que já se encontravam a trabalhar no SNS.»

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