TV e Cinema

Rui Sinel de Cordes acusa SIC de praticar um crime e abre “guerra” contra o canal

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O humorista Rui Sinel de Cordes acusa a SIC de utilizar um dos seus trabalhos, o programa ‘Very Typical’, na nova plataforma de streaming “OPTO SIC” sem possuir direitos de autor para tal.

O programa passou em 2015, na SIC Radical, mas o canal de Paço de Arcos já não detinha os direitos autorais para o colocar na plataforma “OPTO SIC” e apesar do caso já estar resolvido o humorista não poupou críticas.

Leia aqui o comunicado de Rui Sinel de Cordes:

Chegou ao meu conhecimento que a SIC lançou uma plataforma de streaming paga e nela incluiu o programa ‘Very Typical’ que fiz para a Radical, em 2015.

Após consulta aos advogados da agência, percebemos que a SIC já não detém os direitos sobre esses conteúdos, com a agravante de os estar a lançar numa plataforma concorrente ao Cordesflix (que, já agora, foi anunciada quatro meses antes).

Alertámos a SIC para a situação e tudo o que queríamos era que retirassem ‘Very Typical’ do ar, o que já aconteceu. Não pretendia levar isto para tribunal – honestamente por falta de sacos para burocracias parvas – mas não teria qualquer problema em fazê-lo.

Acima de tudo, esta é para mim uma questão de decência e de respeito que devem nortear as relações nesta indústria, a mesma indústria que, neste momento, assume o formato de selva, em que as televisões julgam que são ‘Tarzans’ e nós apenas macaquitos.

Gostava também de referir que em todo este processo nunca recebi um telefonema, um email, um lembrete da SIC a informar que iria usar o meu trabalho na sua plataforma online. Atenção, não estou aqui a falar de dinheiro, estou a falar de ter educação.

A verdade é que numa televisão que glorifica apresentadores de day time e atores de telenovela sobra pouco respeito por quem não se enquadra nessa lama.

A mesma falta de respeito já tinha sentido em 2019, por altura dos Globos de Ouro, quando no meio das minhas férias a SIC queria que eu tirasse um dia para ir gravar um sketch para uma entrega de prémios na qual eu não tenho qualquer como espectador ou participante. Quando comuniquei o meu cachet de um dia de trabalho, a resposta foi de surpresa, estranheza e até de falta de educação, indicando que nenhum dos outros nomeados tinha falado nisso.

Talvez os humoristas no geral façam parte deste problema, talvez faça falta uma geração que se respeite mais, que valorize o seu trabalho e consiga fugir da labreguice de achar que meter a cara num ecrã de TV é cool e desiderato final que dispensa pagamento.

Os únicos conteúdos exclusivos e originais meus estão e estarão apenas disponíveis em ‘Cordesflix’, que vai continuar de pé. Como eu. Obrigado“.

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