Economia

Representantes do sector exigem retoma urgente da tauromaquia

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A Federação Portuguesa de Tauromaquia (ProToiro) organizou quinta-feira uma concentração junto ao Campo Pequeno, na qual acusou o Governo de discriminar o setor e pediu a reabertura urgente da atividade tauromáquica, o mais tardar, em 3 de maio, data da última fase do processo de desconfinamento.

«Aquilo que nós pretendemos é, com a maior urgência, a retoma da atividade cultural tauromáquica e a abertura urgente no máximo no dia 3 de maio, na nova fase do desconfinamento», disse o secretário-geral da ProToiro, Hélder Milheiro.

O dirigente falava aos jornalistas durante um protesto contra a não permissão pelo Governo do retomar das touradas, na atual fase de desconfinamento, que juntou cerca de uma centena de pessoas, cumprindo todas regras sanitárias definidas pelas Direção-Geral da Saúde (DGS).

«O setor da tauromaquia voltou a ficar excluído do desconfinamento e desta fase de abertura dos espetáculos culturais, e, por isso, não podemos admitir de maneira nenhuma que este setor volte a ser tratado de uma forma discriminatória, porque não há nenhuma razão que fundamente a não abertura dos espetáculos tauromáquicos como outros espetáculos», salientou Hélder Milheiro.

De acordo com o secretário-geral da ProToiro, o setor tauromáquico está a passar por grandes dificuldades, tendo registado uma perda de 70% da sua atividade.

«A tauromáquia tem milhares de famílias ligadas que estão em graves dificuldades e, perante esta situação, a decisão do Governo foi manter confinado um setor sem qualquer racional, sem qualquer lógica» e ressalvou que tem existido um «tratamento desigual» em relação às outras atividades.

Apontando «um bloqueio» por parte do Governo, Hélder Milheiro referiu que «é um problema grave» e que «não foi dada nenhuma justificação» para que o setor tauromáquico não tenha reaberto junto com as outras atividades culturais.

Presente no protesto, o cavaleiro tauromáquico Luís Rouxinol adiantou que as coisas começam a ficar muito complicadas para todos os que estão ligados à atividade.

«No meu caso, tenho três ou quatro empregados a trabalhar comigo, tenho dois bandarilheiros, tenho choferes, tenho cavalos… São várias famílias a dependerem desta atividade.

Tenho 24 cavalos em casa e tenho uma despesa mensal a rondar entre os 7.000 e os 10.000 euros todos os anos.»

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