Opinião

Quando os hospitais não pagam aos fornecedores

Uma crónica de Bruno Fialho.

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Ano após ano, o calvário dos fornecedores dos hospitais continua sempre o mesmo, aceitando serem eles os investidores e um dos garantes do SNS – Sistema Nacional de Saúde.

É fácil dizer que Portugal tem um SNS quando os hospitais não pagam as suas dividas aos fornecedores e quando mais de 1/3 da população tem um seguro de saúde privado, pois, caso contrário, quem adoece é obrigado a ir jogar á roleta russa para as urgências dos hospitais públicos.

Quanto ao seguro de saúde, é incompreensível constatar que no SNS existem gigantescas filas de espera para simples cirurgias, que os utentes não têm acesso a todos os exames necessários e urgentes, porque custa muito dinheiro ao Estado – ou seja, aos próprios utentes do SNS – e ver que no privado tudo funciona normalmente.

Como é que é possível que uma pessoa tenha de recorrer ao privado para escapar às filas de espera e, mesmo assim, os hospitais públicos tenham dividas de milhões de euros aos fornecedores do Serviço Nacional de Saúde (SNS)?

As pequenas empresas que fornecem os Hospitais, na sua maioria, têm salários em atraso e dívidas à banca para suportar a canalhice que o Ministério das Finanças reiteradamente faz ao não permitir o pagamento de dívida vencida aos fornecedores.

Afirmar que temos um SNS é demagogia pura, o que temos é uma manta de retalhos, a caminhar para aquilo que existe em países subdesenvolvidos.

Mas os portugueses gostam disso, porque votam sempre nos mesmos.

Por exemplo, na semana que passou, uma Enfermeira foi castigada pela morte de um doente que esperou seis horas nas urgências do Hospital de Leiria sem ser atendido.

Que raio de SNS é este em que alguém passa 6 horas, ou mais, para ser atendido e a enfermeira apenas é castigada por alguém ter morrido devido a essa situação?

Se me permitirem, eu respondo: é o mesmo SNS que sonega milhões de euros às empresas fornecedoras dos hospitais, colocando-as na iminência de encerrarem portas e com salários em atraso, mas depois não é capaz de fazer desaparecer as listas de espera para cirurgias.

Na verdade, isto é o que o Socialismo representa, uma vil tentativa vil de acabar com a excelência dos serviços e do privado e nivelar tudo por baixo.

Eu não quero viver numa ex-URSS, numa Coreia do Norte ou numa Venezuela, onde o Socialismo matou a esperança das pessoas.

Eu quero viver onde as empresas privadas são bem tratadas, onde os salários são dignos e onde as pessoas não tenham de ser obrigadas a emigrar.

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Agora pergunto, gostaria que o Estado lhe comprasse material e ficasse em dívida durante meses ou anos?

Você seria capaz de sustentar a sua família se não recebesse aquilo a que tem direito?

Pois, mas é isso mesmo que acontece aos fornecedores dos hospitais, até quando?


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