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Presidente da República quer esclarecimento cabal sobre Novo Banco

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Marcelo Rebelo de Sousa já assumiu perante os jornalistas que vai exigir um «esclarecimento cabal e por todos os meios» sobre o que se passou no Novo Banco e que aguarda o resultado da auditoria adiado para este mês mas ainda não foi revelada.

O Presidente da República assumiu estas posições à saída de uma visita à Sociedade Histórica da Independência de Portugal, em Lisboa, sem se querer pronunciar sobre se deve ou não haver uma investigação judicial sobre a gestão do Novo Banco, deixando essa decisão para «as autoridades judiciais».

Por outro lado garantiu ser importante «que haja o esclarecimento cabal, por todos os meios – seja jurisdicional, não seja jurisdicional, o que for entendido pelas autoridades competentes -, daquilo que se passou, nomeadamente num passado recente, nos anos mais próximos, que envolve, direta ou indiretamente, dinheiro dos portugueses».

Interrogado sobre a notícia hoje divulgada segundo a qual o Novo Banco vendeu 13 mil imóveis a preço de saldo a fundo nas ilhas Caimão e emprestou o dinheiro a quem comprou, mas cuja identidade se desconhece, Marcelo Rebelo de Sousa salientou que tem vindo a insistir na «importância de uma auditoria a essa instituição financeira».

«Continuo a entender que é fundamental o esclarecimento daquilo que veio a lume agora, mas de muitas outras interrogações importantes para o sistema financeiro, mas sobretudo, para o Estado democrático e para os portugueses.»

O chefe de Estado realçou ainda que os portugueses «direta ou indiretamente, através do Fundo de Resolução e da garantia ou garantias dadas pelo Estado, são chamados a participar naquilo que é um compromisso dentro do sistema financeiro» e defendeu que por isso «têm todo o direito a saber do destino dos seus contributos financeiros».

Em março do ano passado, Marcelo Rebelo de Sousa concordou o pedido de auditoria então anunciado pelo Governo às contas do Novo Banco e considerou que deveria abranger não só o período até à resolução o antigo Banco Espírito Santo (BES), em 2014, mas também no período pós-resolução.

 

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