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Portugal tem donos e não sabíamos!

Uma crónica de Diogo Torres.

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Nos últimos tempos assistimos incrédulos ao desplante e despeito como um determinado grupo da sociedade se comporta no exercício de cargos públicos. Tratam-nos como sendo seus. Como se não haja explicações a dar, contas a prestar, responsabilidades a tirar. Permita-me o leitor que partilhe consigo que observo tudo isto com tristeza e que temo pelo futuro de Portugal.

Das nomeações para os mais altos cargos de representação da República Portuguesa às Comemorações do Cinquentenário do 25 de Abril de 1974. Tudo parece, mas não é, do Partido Socialista. Permita-me também o leitor que partilhe consigo, a culpa é nossa. Permitimos que assim seja e neles continuamos a votar. Eu não, mas nós enquanto sociedade, enquanto um todo.

Fazendo uma pequena reflexão trago na memória os seguintes casos: os incêndios de Pedrógão; o caso das golas antifogo que eram inflamáveis; o caso do Procurador Europeu; o caso do Cidadão Ucraniano morto às mãos do Estado Português; o casos das nomeações familiares; o caso da nomeação de Mário Centeno para Governador do Banco de Portugal; o caso da alteração da lei para a construção do Aeroporto do Montijo; o caso das vacinas administradas sem pertencerem ao grupo de risco ou estar previsto na lei; o caso da nomeação para Comissário do Cinquentenário do 25 de Abril e por último, mas não estão aqui todos, o caso do envio de dados de activistas para Embaixadas.

Todos estes casos, não tiveram responsáveis, não se tiraram ilações e salvo raras excepções não houve culpados ou demissões. É uma máquina poderosa que se protegem uns aos outros. À esquerda o silêncio é ensurdecedor. Excepto quando o caso é da responsabilidade do centro ou da direita. Ai sim, já tem que haver responsáveis, culpados, e demissões. Se tudo isto não fosse sério, até que daria para rir… mas não, não é para rir. É que isto é sério e muito. O meu maior receio é que os ditos “democratas” envolvidos na bolha partidária e política, na bolha do poder, estejam a esquecer-se dos perigos que pelo mundo dão sinais de crescimento. Os populismos e extremismos. E tenhamos todos noção que são casos como os que refiro, que levam ao crescimento destes perigos. Estamos todos cansados de corrupção, nepotismo, peculato, tráfico de influências, benefícios a amigos, escândalos diários, entre ouros, e será isto que nos conduzirá ao perigo.

Cansados de tudo isto, temo que os moderados se passem para o outro lado, quase que como num “grito” de última esperança. Todos os partidos democráticos tinham a obrigação de perceber isto, mas o Partido Socialista, por maioria de razão, desde logo por ser o partido do poder tinha uma obrigação acrescida. Mas não, infelizmente, comporta-se como se Portugal tenha dono, e o dono é o Partido Socialista.


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