Os deputados do CDS-PP no Parlamento Nuno Magalhães, Isabel Galriça Neto e Teresa Caeiro enviaram uma pergunta à ministra da Saúde questionando sobre que respostas tem este ministério «para resolver, com urgência, a situação do Hospital Garcia de Orta», depois das notícias hoje divulgadas sobre os problemas de falta de capacidade daquela entidade.

Em comunicado enviado à comunicação social, o Grupo Parlamentar refere que «os deputados pedem à ministra confirmação da falta de capacidade para fazer cirurgias programadas, por falta de anestesistas, no Hospital Garcia de Orta, de que a cirurgia de ambulatório está fechada há dois meses, de que existe o risco de um grande número de parturientes ter que ser transferido para Lisboa e de que o Conselho de Administração já solicitou ao Governo um regime de exceção por não conseguir atender os doentes em lista de espera.

Depois, querem saber se a ministra está em condições de garantir que o Hospital Garcia de Orta mantém a capacidade de resposta adequada ao bom funcionamento e qualidade da prestação de cuidados de saúde e, finalmente, que respostas tem o Ministério da Saúde para resolver, com urgência, a situação do Hospital Garcia de Orta.

Soube-se hoje, por vários órgãos de comunicação social, que o Hospital Garcia de Orta, em Almada, está sem capacidade para fazer cirurgias programadas por falta de anestesiologistas e que esta situação está a criar sérios prejuízos a toda a atividade cirúrgica, incluindo a cirurgia de urgência e a cirurgia de ambulatório, esta última fechada há dois meses.

O problema arrasta-se há já alguns meses e já terá levado a administração do Hospital a solicitar ao Governo um regime de exceção por não conseguir atender os doentes em lista de espera.

De acordo com o noticiado, os administradores queixam-se de não conseguir contratar profissionais, também devido à sobrecarga e degradação das condições de trabalho.

Dos 23 anestesiologistas que existiam no Garcia de Orta em 2011, existem atualmente 14, dois dos quais já aposentados. Nos outros 12, prevê-se a cessação de mais um e só três passarão a ser elegíveis para o serviço de urgência. Dos outros oito, seis podem deixar a escala a qualquer momento e cessar ou diminuir as urgências, refere-se.

As notícias dão ainda conta de que existe o risco de encerramento da urgência de obstetrícia, o que poderá vir a implicar a transferência de um grande número de parturientes para Lisboa.

Segundo a administração a capacidade instalada do serviço de anestesiologia só cobre 43% das necessidades.»

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