Opinião

Plano de Desconfinamento adiado em Sesimbra. As brilhantes medidas para travar os contágios no concelho

Uma crónica de Miguel Nunes.

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Este sábado ficámos todos a conhecer que o concelho de Sesimbra não irá avançar, no plano de desconfinamento, devido ao aumento abrupto de casos de covid 19, no concelho. Sesimbra é neste momento o concelho do Distrito de Setúbal com mais novos casos por 100 mil habitantes, tendo duplicado o número de contágios em apenas uma semana.

Entendeu a autarquia, e bem, que era necessário promover a um conjunto de medidas que permitissem fazer descer o nível de contágio no concelho. Contudo tais medidas, são escassas e se calhar ineficazes.

A autarquia, achou que a melhor solução que permitisse o decréscimo dos casos ativos era tão e simplesmente alterar o período de horários do comércio e restauração, para as 21h. Pasmem-se! Esclarece ainda a autarquia de que, “Trata-se de uma medida essencial para conter o súbito aumento do número de casos que afeta o município, evitar um possível retrocesso no desconfinamento e tentar que este cenário, que se espera que seja conjuntural, possa rapidamente ser invertido” (In Facebook da Câmara Municipal de Sesimbra).

Sesimbra é uma ótima atração turística do distrito de Setúbal, com as suas belas praias, gastronomia e belas gentes que a habitam, e por estar a apenas 30 minutos de Lisboa, é um petite refuge para quem quer descansar, e aproveitar as ofertas turísticas de que Sesimbra tem para oferecer.

Por essa mesma razão, leva a que, sobretudo aos fins-de-semana, enchentes de população oriunda de Lisboa e das zonas circundantes do concelho, passeiem livremente, aproveitando as mais belas paisagens de Sesimbra e desfrutando das belas praias do concelho.

Como é de calcular, uma maior concentração de população, gera sobretudo uma maior potência para se desleixar as medidas que estão impostas, como por exemplo o uso de máscara. Quem frequenta o concelho de Sesimbra, sabe que, ao fim-de-semana, vemos tudo menos pessoas com máscara a passearem. Ajuntamentos maiores do que o permitido por lei, é habitual serem assistidos, juntos aos paredões.

 Contudo, cabe à Câmara Municipal, arranjar mecanismos de fiscalização para reverter tais condutas.

Deixo agora uma pergunta no ar: Quem vai a Sesimbra, quantos policias vê nas ruas? Isto é, no terreno? Pois bem, estão mais preocupados a levantar autos de contraordenação por práticas de mau estacionamento, do que a fiscalizar a prática de condutas menos apropriadas no contexto em que vivemos.

Disse ainda no dia de hoje, o senhor Presidente da Câmara Municipal de Sesimbra, de que a maioria dos novos casos foram em contexto da comunidade escolar, e da comunidade piscatória. O que é que a Câmara Municipal faz? Reduz horários na restauração. E esta hein?!

Deveria a autarquia ocupar-se por tentar entender que mecanismos pode esta utilizar para ajudar a classe piscatória, fustigada com este contexto pandémico, que levou para casa, centenas de pescadores, a diminuir o risco de contágio entre os profissionais. Deveria zelar ainda, por uma boa proteção policial, como fonte de fiscalização, junto das principais zonas, como por exemplo a zona do paredão da praia da califórnia, entre outros, não para as vulgares multas de estacionamento, mas para acautelar o bom cumprimento da colocação de máscaras e dissipação de ajuntamentos, entre outros… Mas não. Reduz horários dos restaurantes e comércio em geral.

Talvez se não andasse a CDU tão ocupada a “prestar contas”, já numa pré-campanha eleitoral, e talvez conseguisse entender, que não é alterando horários da restauração que vamos lá…

Esperemos que a situação se consiga reverter, não pelas medidas enunciadas pela autarquia, que são manifestamente escassas e inúteis, mas mais uma vez, com a força e a solidariedade do povo Sesimbrense, sob pena de podermos ter uma cerca sanitária à porta.

Cuidem-se!

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