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PAN lamenta ‘sofrimento desnecessário’ de animais em Santo Tirso

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O PAN – Pessoas, Animais, Natureza lamenta que apenas ao final de «muitas horas, durante a tarde, a GNR tenha cedido nas barreiras colocadas aos cidadãos e deixou que associações e pessoas voluntárias iniciassem o resgate dos animais que sobreviveram, algo que devia ter acontecido desde o primeiro momento, evitando assim o sofrimento desnecessário dos animais que permaneciam no local».

Em causa está o resgate de vários animais que sobreviveram ao incêndio que deflagrou na Serra da Agrela, em Santo Tirso, e que atingiu dois canis causando a morte de 56 animais.

E lamenta ainda que «apenas passadas mais de 24 horas tenha sido possível a remoção dos cadáveres dos animais, sem que no entanto se saiba se foi salvaguardada a ‘preservação da prova’ no seguimento da queixa por maus tratos a animais que o PAN apresentou junto do Ministério Público».

O estado dos cadáveres e dos animais sobreviventes permitiu também verificar «o estado de magreza em que se encontravam, o que evidencia que não lhes seriam proporcionados os devidos cuidados de alimentação e saúde.

Os animais encontravam-se extenuados, alguns apresentavam queimaduras e outras lesões, para além de uma má condição corporal e de saúde, sendo visível que careciam de cuidados médico-veterinários que podiam e deviam ter sido prestados ontem, desde o primeiro momento que a situação foi sinalizada.»

O PAN critica também o posicionamento das autoridades por não terem actuado «ao abrigo das causas de exclusão da ilicitude e entrado em propriedade privada com vista a retirar os animais do local, quando existia um incêndio ativo e visível no interior do abrigo.

É também incompreensível que não tenham identificado as pessoas responsáveis pelos abrigos por negarem o acesso aos animais, tentarem ainda ocultar meios de prova, violando assim os deveres de cuidado e de auxílio legalmente previstos.

Vários animais escaparam, mas há dezenas de animais feridos, para além dos que pereceram perante as chamas. Pelo facto da maioria dos animais não estar registado electronicamente, nunca se saberá o número concreto de animais que se encontravam no abrigo e que não resistiram às chamas.»

Foi ainda instalado um ‘hospital de campanha’ em Matosinhos para onde foi encaminhada parte significativa dos animais «graças à mobilização das pessoas que se encontravam no local e das Organizações Não Governamentais».

A denúncia do PAN de o crime de maus-tratos foi dirigida ao Departamento de Investigação e Ação Penal da comarca do Porto.

«E queremos ouvir o Ministro da Administração Interna e o Secretário de Estado da Agricultura e do Desenvolvimento Rural. Lamentamos profundamente a ausência de resposta atempada a estes animais, que não tiveram sequer uma oportunidade de fugir e esperamos que todas as responsabilidades sejam apuradas e que sejam estabelecidos procedimentos futuros que evitem que se repita o cenário desolador que presenciámos.»

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