OpiniãoSeixal

OPINIÃO – (Des)respeito

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Esta semana, um artigo de opinião de Marlene Pires Abrantes, presidente da Comissão Concelhia do CDS-PP Seixal

Desde que o CDS-PP tem eleitos na Assembleia Municipal do Seixal que sente na pele o descrédito da parte do executivo camarário. Parece-nos que existe uma indiferença e desconsideração em relação às moções apresentadas por nós, que depois de serem aprovadas não são postas em prática, ficando no fundo da gaveta a ganhar mofo.

Entre outras posso lembrar-me da moção apresentada e aprovada no mandato anterior, cujo objetivo era dar o nome do Eng.º Adelino Amaro da Costa a uma rua do concelho, que nunca aconteceu. Já este mandato, o eleito do CDS-PP na Assembleia Municipal do Seixal levou uma recomendação, aprovada por unanimidade, cujo objeto era a acessibilidade e a mobilidade inclusiva e constatamos, à data, que nada foi alterado.

Considera o CDS-PP que os passeios em todo o concelho continuam uma lástima, começando na sujidade passando pelos enormes relevos e pela inclinação, pouca largura e terminando na ausência de rampa para as passadeiras. A sinalização luminosa vertical, vulgo semáforos, podia ter som para os invisuais saberem quando podem atravessar. Considera o CDS-PP, desconsidera a escassa maioria CDU.

Da mesma forma que tendo nós, enquanto partido com assento na Assembleia Municipal e sem vereador, direito a reunir com o Presidente da Câmara Municipal do Seixal no âmbito do estatuto de oposição.

Aproveitámos esse momento para questionar o executivo relativamente aos projetos que estavam previstos para este ano e qual não foi a nossa surpresa quando nos apercebemos que estão: ou em projeto, ou em especialidade ou em estudo ou em negociação. No fundo, as GOP para 2018 foram uma mão cheia de nada.

Nessa mesma reunião fomos informados que o valor do orçamento para 2019 assentava nos 89 000 000€ e seriam feitos investimentos nas várias áreas, foi-nos pedido também que enviássemos por e-mail as nossas propostas e fizemo-lo em tempo útil.

Não só não obtivemos resposta, como já tendo sido apresentado e aprovado o orçamento em reunião de Câmara dia 24 de outubro, o mesmo ainda não foi facultado aos membros da Assembleia Municipal.

Não sabendo, por isso, se alguma das nossas propostas foi incluída, mas sabemos antemão que a nossa política fiscal não corresponde à política da CDU, a título de exemplo, defendemos tanto uma maior descida do IMI (muito para além da descida em 0,005% que o executivo propõe para 2019) como a implementação do IMI familiar e a devolução de alguma percentagem do IRS aos contribuintes seixalenses, medidas rejeitadas desde logo pela autarquia.

Não houve lugar à abertura para acolher ou discutir as nossas propostas. De uma coisa temos a certeza, o CDS-PP Seixal não é subordinado da autarquia comunista nem se deixa tombar ou diminuir, não nos deixamos abalar por via da pressão que o executivo tem feito na comunicação social quanto à possibilidade da rejeição do orçamento para 2019, cuja responsabilidade é toda da CDU, que incapaz de lidar com a perda da maioria absoluta, ainda julga que pode galgar a oposição. Não nos acobardamos.

Mas ainda na esfera do muito “poucochinho” respeito da autarquia em relação ao CDS-PP Seixal, lamentamos que passados dois meses de termos solicitado com alguma insistência à autarquia um feedback positivo para visitarmos duas escolas básicas no concelho, para começar, continuamos sem obter qualquer resposta, algo que consideramos uma desconsideração.

Por fim, consideramos que os confrontos verbais entre a autarquia e alguns eleitos, como os que têm ocorrido também não dignificam este órgão nem a população, que espera seriedade e trabalho em prol do desenvolvimento do concelho e da melhoria do nível de vida dos Seixalenses, não obstante das diferenças ideológicas.

Assim, tanto o eleito do CDS-PP na Assembleia Municipal do Seixal, João Rebelo, como a Comissão Política Concelhia do CDS-PP Seixal lamentam e não se revêm nessas condutas, nem aprovamos que o senhor presidente da Câmara do Seixal discorra inverdades nas Assembleias Municipais (com a agravante de não reconhecer), pois acreditamos que os eleitos e a população merecem respeito, e cremos que a democracia e o trabalho autárquico devem ser dignificados.

Até ao próximo artigo de opinião, se Deus quiser!


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