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Onda de greves marcam meses de outubro e novembro

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Na próxima semana vai arrancar um conjunto de greves em vários setores, que se irão estender por este e pelo próximo mês.

Os números e as propostas do Orçamento de Estado para o próximo ano, tem vindo a gerar uma onda de inquietações, de protestos e de greves um pouco por todo o país. E é já na próxima semana que as paralisações arrancam a todo o gás, estando na calha os setores da saúde, transportes e educação.

De uma forma geral, as principais reivindicações que têm vindo a gerar maiores protestos, estão relacionadas com os aumentos salariais, a valorização das carreiras e de uma forma geral, melhores condições de trabalho.

Contas feitas, e porque há muito para anotar, o Diário do Distrito deixa-lhe um pequeno resumo do que poderá contar nos próximos tempos:

  • 22 de outubro, Técnicos de Emergência Pré-Hospital
  • 28 e 29 de outubro, Trabalhadores da Função Pública nos Açores
  • 28 a 02 de novembro, Farmacêuticos do SNS
  • 01 a 06 de novembro, Enfermeiros
  • 02 a 05 de novembro, Trabalhadores dos Transportes Rodoviários de Faro
  • 11 e 12 de novembro, Bombeiros Profissionais
  • 12 de novembro, Funcionários Públicos
  • 22, 23 e 24 de novembro, Médicos
  • Data não definida, Trabalhadores da Transtejo

O DD deu também conta de que há muito mais a salientar no que toca a reivindicações, e porque são diversificados, deixamos-lhe os setores que mais se querem fazer ouvir:

Os Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar que operam no INEM, agendaram greve para reivindicar a revisão da carreira e melhores condições de trabalho. Os profissionais referem o “degradar constante das condições de trabalho”, e a “falta de resposta do INEM às necessidades do Instituto”.

Os farmacêuticos do Serviço Nacional de Saúde anunciaram uma greve de seis dias. Os profissionais reclamam a “implementação atempada da residência farmacêutica”, e para além da “abertura de concursos para a progressão na carreira e a negociação do diploma das direções e coordenações dos serviços”, referem ainda a “revisão e atualização do estatuto remuneratório de acordo com as habilitações académicas e profissionais”.

O SINTAP/Açores, Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública e de Entidades com Fins Públicos, marcou uma greve para os dias 28 e 29 de outubro, e 02 e 03 de dezembro. Em causa estão os aumentos propostos pela União Regional das Misericórdias dos Açores, e pela União Regional das Instituições Particulares de Solidariedade Social dos Açores, que não excedem mais que 0,1%.

Os enfermeiros anunciaram uma greve para os primeiros dias de novembro. Exigem resposta às “justas reivindicações da classe e a valorização do acesso aos cuidados de saúde à população”. Para dia 28 deste mês, está ainda marcada uma concentração em frente à Assembleia da República.

Os trabalhadores dos transportes rodoviários urbanos da cidade de Faro marcaram uma greve que se estenderá entre os dias 2 e 5 de novembro. O objetivo é reivindicar aumentos salariais e alterações ao contrato de trabalho. Estes trabalhadores exigem um “aumento salarial base para os 750 euros, a revisão do tempo máximo de descanso, e a integração total do subsídio do agente único no salário”, ao contrário dos atuais 5%.

Noutro patamar, os bombeiros profissionais indicaram uma greve para os dias 11 e 12 de novembro, em protesto contra a proposta do Orçamento de Estado para o próximo ano, que referem ter “passado ao lado da classe e das suas necessidades”. Os profissionais reclamam aumentos salariais e subsídio de risco igual ao das forças de segurança, num valor de 100 euros mensais. Apelam ainda à regulamentação de todo o setor dos bombeiros e proteção civil, e a revisão da tabela salarial dos bombeiros sapadores, assim como as 35 horas de trabalho.

Os profissionais da Função Pública convocaram greve para o dia 12 de novembro, e mais uma vez o Orçamento de Estado parece estar na berlinda, pois consideram que não responde aos problemas do setor. Para os funcionários públicos, o aumento salarial de 0,9% previsto no OE, “não permite recuperar o poder de compra, que tem sido perdido nos últimos 12 anos pelos trabalhadores”.

Para finalizar este conjunto de graves, refiram-se ainda os trabalhadores da Transtejo, que anunciaram cinco dias de greve parcial para reivindicar aumentos salariais. Porém, estes dias de paralisação não são ainda conhecidos.

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