Opinião

O que está a acontecer ao nosso distrito?

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De acordo com os Censos 2021, o distrito de Setúbal ganhou 23.548 habitantes nos últimos dez anos, mas este crescimento tem um lado menos positivo que é o abandono do litoral alentejano.

Segundo os mesmos dados, os concelhos de Alcácer do Sal, Grândola, Santiago do Cacém e Sines perderam, em conjunto, praticamente 5 mil habitantes – 4.955.

Estes são números que nos devem preocupar, pois traduzem um abandono do litoral alentejano.

Como acontece em todo o país, a maioria da população vive nas zonas metropolitanas, onde tem um melhor acesso à Saúde, onde há mais emprego e mais serviços.

Mas não podemos baixar os braços e apenas concordar que é normal que as pessoas saiam das zonas rurais rumo às grandes cidades.

O que não é normal é que fora das grandes metrópoles o acesso à Saúde seja miserável, os empregos sejam escassos e os serviços inexistentes.

Tal como o grupo parlamentar do CHEGA tem defendido no Parlamento, a solução para esta questão não pode passar apenas por atribuir benefícios às famílias que se queiram instalar nas zonas mais despovoadas.

Aliás, esta estratégia da esquerda já falhou e continua a falhar. Qual é a família que, por receber meia-dúzia de euros de incentivos se vai fixar no interior se depois não tem centros de saúde, não há médicos nos hospitais ou os hospitais não têm todas as especialidades médicas, obrigando as pessoas a deslocarem-se às grandes cidades?

Qual é a família que se vai mudar para o interior sabendo que não terá emprego na zona onde reside e que para ir trabalhar tem de pagar portagens?

A única forma de evitar o abandono das zonas mais rurais passa pelo desenvolvimento das mesmas. É preciso investir numa linha ferroviária que ligue o interior ao litoral; é preciso atribuir benefícios a empresas para que se fixem no interior; é preciso atrair serviços para as zonas mais despovoadas para que as pessoas possam querer viver nestes locais.

Como é que se pode querer povoar o que está despovoado se o que se oferece às pessoas é uma mão cheia de pouca coisa?

Como é que se pode querer ter um país desenvolvido se o desenvolvimento apenas chega às grandes cidades e pouco mais?

Esta perda de população residente nos concelhos de Alcácer do Sal, Grândola, Santiago do Cacém e Sines é um sinal de que algo não está bem e, se nada for feito, daqui a dez anos – quando forem feitos novos Censos – estaremos novamente aqui a lamentar o facto de o distrito de Setúbal ter concelhos ao abandono, concelhos estes que têm um enorme potencial de desenvolvimento.

E o primeiro passo para começar a desenvolver o nosso distrito é acabar com o comunismo e o socialismo que ainda detém o poder em várias autarquias. Há mais de 40 anos que cá estão e nada fizeram e Portugal não pode esperar mais 40 anos!

Acorda Setúbal. Acorda Portugal

Patrícia Carvalho, Direção Nacional do CHEGA


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