Opinião

O POVO É SERENO, MAS TEM DE DEIXAR DE SER!

Uma crónica de Bruno Fialho

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Em Agosto passado escrevi um artigo de opinião, neste mesmo jornal, com o título: “O Povo é sereno, mas até quando?”.

Nesse artigo começava por questionar os leitores sobre o que tinha mudado em Portugal e o se o nosso país tinha efectivamente evoluído como poderia nos últimos 46 anos.

Depois expunha a minha visão dos novos 3 F´s (Futebol, Facilitismo e Fundamentalismo) de uma ditadura que poucos vêem que está a ser implementada aos poucos.

Tal como escrevi nesse artigo, considero que este 3 novos F´s têm o mesmo efeito sonífero nos portugueses que tinha os outros 3 do passado, nomeadamente o Fátima, Futebol e a Família, pelo que, com certeza, será por causa disso que não vemos os portugueses a revoltarem-se contra os políticos corruptos ou contra os governos que decretam leis contra a Constituição da República Portuguesa.

Num país em que o povo não estivesse escravizado pelos baixos salários e com mais horas de trabalho semanais do que aquilo que é norma nos países mais evoluídos da Europa, há muito que estes políticos teriam sido presos ou os governos depostos pelos populares.

Por isso questiono: Os portugueses vão fazer alguma coisa de facto nas próximas eleições ou vão continuar a ficar em casa sentados no sofá, à espera de que os deputados da Assembleia da República reiteradamente votem e aprovem leis inconstitucionais e contra a dignidade dos cidadãos?

Sim, eu sei que existe sempre a possibilidade de uma revolução, mas há muito que a classe política, habilmente, retirou toda a dignidade às Forças Armadas e até mesmo às Forças Policiais para que isso deixasse de ser uma possibilidade e é por isso que muitos políticos julgam que tudo podem fazer, sem que nada lhes aconteça, já que a justiça e os tribunais também deixaram de funcionar.

Relembro que as Forças Armadas são um dos garantes não escritos do cumprimento da Constituição, quando a justiça e os tribunais não funcionam, porque é composta de homens e mulheres que sentem e amam a pátria e que, em última instância, nos protegem de ditadores ou de políticos corruptos que pretendem ascender a ditadores.

Em Portugal, o fim do Serviço Militar Obrigatório a 19 de Novembro de 2004 colocou um ponto final na garantia de defesa da Constituição pelos militares e todas as opções posteriores que conseguiram esvaziar o poder que outrora tiveram, mas que só usaram em casos extremos, fazem com que hoje em dia a maior preocupação do Ministério da Defesa seja que na instrução militar se deixem de utilizar expressões como “porta-te como um homem”.

Assim, não havendo coragem ou “armas” para que aconteça uma revolução a sério em Portugal, a qual teria de efectivamente acabar com os escroques políticos que têm vivido nos sucessivos governos e na Assembleia da República, estes meses de pandemia têm de servir para que, pelo menos, se questione a falta de carácter nos nossos políticos, seja daqueles que juraram cumprir a Constituição e não a cumprem, seja daqueles que prometem tudo em época de eleições e depois apenas estão interessados em pagar os favores aos amigos ricos que podem pagar casas em Paris ou construir Palácios ilegais, deixando as necessidades do povo para segundo ou terceiro plano.

O Governo PS, desde que tomou posse em 2014, já incumpriu por diversas vezes o juramento de defesa da Constituição, o PSD e o CDS também, quando formaram o governo da PaF, e ontem, por último, o BE ao juntar-se a eles na votação do uso obrigatório de máscaras na rua, apoiou uma traição à pátria.

Na minha opinião, os deputados que aprovaram a proposta de lei deviam de ser presos e proibidos de se candidatarem a eleições, por atentar contra a Constituição da República Portuguesa, mas nada irá acontecer, nem sequer o Presidente da República irá vetar o diploma ou enviá-lo para o Tribunal Constitucional.

Vivemos numa república das bananas, onde “não há rei nem roque” e nem sequer se vislumbra que os partidos políticos sejam alvo de um assalto ao poder por cidadãos honestos e mais preocupados em salvar os portugueses de perder tudo o que têm.

Por tudo isto, o Povo tem de deixar de ser sereno e começar a pedir efectivas satisfações a quem ganha subvenções milionárias e que em vez de defender a pátria e os portugueses, anda a roubar aqueles que diariamente conseguem ter em casa, a muito custo, uma refeição digna desse nome.

Por último, deixo aqui um pedido a todos os portugueses, votem em todas as eleições, pois, a cruz que deixam no boletim de voto é o que pode derrubar pseudo-ditadores e ajudar a mudar Portugal.

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