Opinião

O lugar do Poder Político

Uma crónica de Pedro Janes.

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Quantos de vós já pensaram em qual é a razão da existência da administração pública?  Da razão da existência dos governantes eleitos pela população?
 
 É um exercício bastante complexo, mas também pode ser muito esclarecedor.
 Pensem assim, se fosse da iniciativa privada o saneamento, o abastecimento de água, a construção de estradas, porque cada um faria de forma diversa, a tendência seria, começar a haver debates, trocas de opiniões, a seguir, alguém avançaria para moderar as assembleias, criar-se-iam grupos que partilhariam as mesmas visões, para que se pudesse avançar num caminho, votar-se-iam as propostas, uma venceria e as construções poderiam avançar.
 Mas eis que todos tenderiam a beneficiar das obras, dos equipamentos, daí ninguém querer financiar sozinho tais empreendimentos, haveria reuniões para obter o contributo de todos os beneficiários.
 
 Este processo tenderia a instrumentalizar-se, a ter regras, muitos teriam a vontade de segurar as rédeas da sua localidade. Haveria eleições, o sistema tenderia a alargar a sua área de influência e intervenção, muitos mais beneficiariam e daí muito mais contribuiriam.
 
 Pois estivemos a fazer um ensaio do porquê da existência da administração pública na sua versão base e simplista.
 As sociedades atuais são de uma crescente complexidade, muitos são os caminhos possíveis. E é aí que podemos ter a administração pública e os decisores políticos a irem além do que seria positivo coletivamente.
 Também temos os casos em que uma necessária opção para o bem comum, tem efeitos negativos para alguns cidadãos.
 Sem também nunca esquecer que os financiadores da administração do bem comum, os cidadãos e empresas,
 contribuirão na medida da sua capacidade financeira, logo interessa, as políticas serem facilitadoras e promotoras do sucesso das empresas e daí, do bolso dos seus funcionários.
 Em Setúbal, há situações que requerem atenção, desde o asfixiar do pequeno comércio local da área centro da cidade, pela dificuldade de acesso, com a criação de estacionamento de valores insustentáveis, e estreitamento das vias rodoviárias, dificultando o acesso dos transportes coletivos, até à anulação da viabilidade económica da pequena restauração que circunda a antiga gare rodoviária na avenida 5 de Outubro, sem nenhum plano de compensação.
 Eu proponho a compensação económica da restauração envolvente à antiga gare rodoviária.
 Proponho descriminação positiva no estacionamento de veículos elétricos pela gratuitidade total.
 Proponho que todas as medidas que visem a menor pressão sobre a zona central da cidade, sejam baseadas na descriminação positiva em conjugação com a criação de riqueza.
 Setúbal quer-se dos Setubalenses, e os Setubalenses querem-se com emprego e saúde financeira, e, a administração local tem de ser a promotora principal.
 

Reveja o debate com os candidatos à CM Alcochete

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