O Cliente tem sempre razão

Esta semana um artigo de opinião de Samuel Marques.

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Caros leitores(as)

Vi hoje um cartaz do PSD com a foto de Rui Rio e ao lado deste a seguinte frase: “Agora Portugal”. Estava parado num semáforo e desatei a rir às gargalhadas, mesmo sob pena de parecer maluco aos olhos dos outros condutores.

Se o slogan de campanha do líder da quadrilha laranja vai ser este, então já perdeu, pois andamos há 45 anos a ouvir esta frase, vinda em várias épocas, dita de diversas formas, mas sempre como bandeira das quadrilhas partidárias.

Contudo, e mesmo assim, deve haver quem se delicie sobre este fantástico e “inovador” slogan do líder laranja, até porque já sabemos que, frequentemente, o que soa no cartão do clube acirra a imbecilidade alheia.

Alguns laranjas irão ser tocados por esta melodia e lá irão depositar o voto na urna, infelizmente, com a convicção de que estarão, mais uma vez, a prestar um serviço cívico à pátria.

“Agora Portugal” chega tarde. Chega 45 anos depois e ficará como mais uma frase idiota, sem conteúdo e sem valor. De qualquer modo só por cegueira partidária não se vislumbra no horizonte que Outubro será mais uma eleição entre muitas outras que já foram.

De frase, em frase, de slogan em slogan, o PSD vai-se enterrando no lamaçal que ele mesmo criou. Não admira, pois, que Rui Rio, um homem sem ideias para o seu partido esteja à beira do colapso.

Faz falta a este país gente com ideias. Ideias para os partidos políticos ideias para a nação. Mas sobretudo gente que não pense de forma eleitoralista. O país não aguenta tanto eleitoralismo.

Tanto aventureiro político. Passamos do PREC (período revolucionário em curso) de 1974 a 1976 para o PEC – Período de estupidificação em curso.

Rui Rio de uma aridez tamanha que quer chegar ao poder nem que para isso Costa o meta no bolso para o comer de salada como fez com o PCP (que secou) como com o BE que agora Carlos César acoita em praça pública.

Os partidos devem ser dirigidos com gente com espinha dorsal devem ter ideias e ideais próprios quando são “absorvidos” por quem está no poder ficam esvaziados.

Bem pode vir Ramalho Eanes vir falar CORRUPÇÃO e clientelismo partidário. No fundo neste país basta ter um cartão de partido quer a nível local quer a nível nacional.

Quando Joana Marques Vidal vem alertar para a captura do MP pelos partidos.

Caros leitores(as) as derivas autoritárias quer da direita quer à esquerda têm sempre estes dois pontos em comum: clientelismos partidário e o fim da independência dos tribunais  Despeço-me por hoje com o desejo de melhoria do tempo.

 

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