Setúbal

Movimento MUDA dá voz aos estudantes para melhorar as condições do IPS

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O movimento de estudantes do Instituto Politécnico de Setúbal, denominado MUDA, tinha marcada uma tribuna pública para ontem, às 13h00, mas as condições meteorológicas levaram ao cancelamento do protesto.

Os estudantes do IPS reivindicam a melhoria dos espaços do politécnico com vista a terminar o problema da chuva dentro das escolas; eleições democráticas e transparentes para os órgãos sociais da AAIPS; aumento do número de bolsas de estudo, bem como uma resposta mais célere; a par de segurança sanitária para as aulas presenciais; e a construção de um refeitório na ESTBarreiro, entre outras reivindicações.

O Diário do Distrito entrevistou Simão Calixto, um dos responsáveis pelo movimento MUDA, que garantiu ao nosso jornal que “tanto a direcção do IPS, como a AAIPS conhecem os problemas que afetam os estudantes. Já em vários momentos foi possível conversar sobre isso com ambos”.

No entanto considera que “a inacção da AAIPS sobre estes assuntos é que foi e continua a ser gritante. Há necessidade de fazer ouvir as preocupações dos estudantes e isso têm sido remetidos para segundo plano”, completa Simão Calixto.

O problema no entanto é crónico e prende-se com o financiamento, sendo por isso “necessário que o governo invista mais no ensino superior, e em especial no politécnico, para que as instituições de ensino superior tenham recursos para resolver os seus problemas”.

Os problemas para o movimento MUDA somam-se, “alguns, no nosso instituto, até se poderão dizer que estão em resolução, outros que por motivos diversos continuam atrasados, disfarçados ou sem fim à vista”.

O edifício da Escola Superior de Saúde é um um dos problemas que parecem não ter fim à vista, “já foi aprovada no orçamento de estado para 2021 uma proposta de alteração que permite o desbloqueio das verbas cativas do IPS para resolução do problema, no entanto isso não é suficiente. Havia outra proposta, que dotava o instituto com mais de 3 milhões para o lançamento da empreitada e revisão do projeto e isso permitiria avançar, com a construção da escola mais rapidamente, como esta proposta não foi aceite, vamos ter de esperar mais uns anos até que a escola seja construída”.

Simão Calixto diz que “é  necessário mais investimento do Estado, e isso é evidente para qualquer uma das partes”, mas a própria gestão do IPS pode solucionar alguns problemas “como os estudantes que continuam sem resposta para a bolsa, a chuva dentro dos edifícios, ou abusos e problemas constantes com as aulas não presenciais”, enumera.

Relativamente à adesão dos estudantes a este movimento e à Tribuna Pública, o MUDA sente que “continua a haver disponibilidade de vários estudantes para participar numa iniciativa deste tipo. Alguns de nós tentámos, em sede de assembleia geral da AAIPS, aprovar uma moção que compromete-se a direcção a desenvolver esforços para realização desta tribuna. Nessa assembleia, os atuais membros da AAIPS recusaram-se a discutir as moções, argumentando que não era o momento e que não se justificava. Mas a verdade é que todos os dias os estudantes se deparam com dificuldades, e não é menos verdade que por cada dia que passa essas dificuldades se agravam. E aquela que deveria ser a sua estrutura representativa demitiu-se deste debate. Por isso, decidimos avançar sozinhos, e recebemos muitos apoios e mensagens de confiança, fazendo nos crer que não fosse a chuva teríamos tido uma boa participação”, conclui.

A nova data para a tribuna pública ainda não está definida, mas fica a promessa que “voltaremos a marcar uma ação semelhante”, pois “ficou claro que os estudantes do IPS precisam que quem os represente de forma clara e inequívoca”.


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