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Morreu antifascista Amândio Silva que integrou a ‘Operação Vagô’ contra Salazar

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O antifascista Amândio Silva, que há 60 anos participou no desvio de um avião proveniente de Marrocos em nome da Frente Antitotalitária dos Portugueses Livres no Estrangeiro, morreu hoje na sua casa, na Parede, Cascais, aos 82 anos.

«Amândio Silva já tinha problemas de saúde há algum tempo e morreu em casa», adiantou à agência Lusa um amigo do opositor à ditadura derrubada no 25 de Abril de 1974.

A mesma fonte salientou que o antigo membro do grupo que concretizou a ‘Operação Vagô’, em 10 de novembro de 1961, «esteve nos últimos anos muito empenhado nas atividades da Associação Mares Navegados e do Movimento Liberdade e Pensamento Crítico, esta dinamizada por Camilo Mortágua e outros democratas».

Dos seis revolucionários que integraram aquela operação, em nome da Frente Antitotalitária dos Portugueses Livres no Estrangeiro, restam dois sobreviventes: Camilo Mortágua, em Portugal, e Fernando Vasconcelos, que reside no Brasil.

O movimento, constituído por Amândio Silva, Camilo Mortágua, Fernando Vasconcelos, João Martins, Maria Helena Vidal e Hermínio da Palma Inácio, protagonizou uma ação de lançamento de panfletos sobre Lisboa e outros pontos do país, que denunciavam «a farsa eleitoral que se realizaria dias depois» relativa às eleições às quais concorria Humberto Delgado, descreve o Museu do Aljube — Resistência e Liberdade

O grupo embarcou com outros passageiros no avião ‘Super Constellation’ da TAP que naquele dia cumpria a rota entre Casablanca, em Marrocos, e Lisboa, numa operação liderada por Hermínio da Palma Inácio foi gizada por Henrique Galvão e incluiu o lançamento de milhares de panfletos, para.

No momento em que o avião da TAP se aproximava de Lisboa, Palma Inácio entrou armado no ‘cockpit’, logrando os antifascistas de realizar os planos do assalto.

«O avião sobrevoa Lisboa e outros pontos do país, com o comandante José Sequeira Marcelino a comunicar à torre de controlo no aeroporto de Lisboa que voava ‘sob coação’. Os panfletos são lançados por uma janela de emergência e o aparelho ruma a Tânger, onde aterra em segurança.»


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