Moradores do Pinhal Novo colocaram questões ao executivo de Palmela

Obras de saneamento e asfaltamento, iluminação, limpeza e recolha de lixo foram as questões que muitos moradores do Pinhal Novo levaram à reunião descentralizada que teve lugar na sede do Rancho Folclórico “Os Rurais” da Lagoa da Palha e Arredores.

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No âmbito do ciclo Semanas das Freguesias 2020 e integrado no projeto ‘Eu Participo’, a Câmara Municipal de Palmela realizou na noite desta quarta-feira uma reunião camarária descentralizada na sede do Rancho Folclórico “Os Rurais” da Lagoa da Palha e Arredores, que contou com elevada participação dos munícipes, transmitida em directo e ficará disponível no canal Youtube do Município.

Francisco Brasileiro queixou-se da falta de limpeza dos contentores colocados pela Amarsul, sobretudo nos de recolha de papel e embalagens “que não têm grande capacidade e estão sempre cheios. A Câmara Municipal paga à Amarsul e por isso devia ter um serviço melhor.”

A vereadora Fernanda Pésinho explicou que “temos vindo a ser contemplados com um péssimo serviço por parte da Amarsul, mas temos reivindicado um reforço da limpeza e um aumento da recolha porque embora a empresa tenha colocado mais contentores, falta uma eficiente e periódica recolha. E nem a propósito recebi hoje uma resposta da empresa a dizer que vão contratar uma equipa para reforçar a recolha de resíduos.

Por outro lado, há ainda muitos cidadãos que não têm comportamentos correctos em relação à separação do lixo e até à deposição nos contentores.”

Roberto Cortegano, munícipe e deputado pelo PSD na Assembleia de Freguesia do Pinhal Novo colocou alguns pontos “que costumo apresentar naquele órgão mas como a resposta é que são assuntos da Câmara Municipal, aqui estou”, indicando a falta de saneamento básico, falta de limpeza, a obra do largo José Maria dos Santos “que mostra pouco planeamento, como a paragem dos autocarros que foi esbarrar numa árvore”, a demora na abertura do Museu do Ferroviário, a continuação da Urbanização de Vale de Flores, referindo como mau exemplo “as garagens que foram construídas até às janelas”, e ainda que “uma das grandes obras que anuncia parece que será mais uma bomba de combustível.”

O presidente Álvaro Amaro criticou a posição do interveniente “porque veio aqui fazer demagogia e um comício. O que o município tem no seu programa de mandato tem cumprido. Quanto à natureza das opções, elas são participadas pelos munícipes, embora nem todos tenham a mesma opinião.”

António Custódio, morador na Rua dos Ferroviários queixou-se da falta de obras de pavimentação, ao que Álvaro Amaro respondeu que “iremos fazer uma intervenção que não será apenas de pavimentação mas também colocar um colector de águas pluviais com sumidouros e esperamos lançar a obra em Abril/Maio e ter a obra concluída no final do Verão, porque são apenas cerca de 300 metros.”

Sashia Tomé relembrou “um pedido de apreciação enviado a 10 de Maio enviado à Junta de Freguesia pelos moradores do Bairro do Pinheiro Grande devido à total falta de transportes, para uma paragem perto de um colégio”, com Álvaro Amaro a explicar que “o circuito urbano não irá a esse local porque este é definido pelo número de utilizadores, mas iremos implementar um sistema que pode vir a ter alterações sobretudo nas zonas rurais e passar transportes que agora são unicamente escolares, virem também a servir a população”.

“Sou Floriano e moro na avenida mais conhecida aqui do Pinhal Novo mas que pelos vistos não está no mapa da Câmara Municipal. O Aceiro do Anselmo continua esquecido, o pavimento está arruinado, reclamamos e vão lá meter um bocadinho de terra. Queria saber qual é o projecto que têm para o Aceiro.”

O presidente referiu que “a Junta de Freguesia passou um mau bocado com as máquinas porque quando chove não se consegue trabalhar, mas iremos fazer uma compactação do piso e arranjo das bermas, mas primeiro terá lugar uma intervenção no Aceiro do Miranda”.

Marco Silva morador na Rua da Eira, queixou-se da falta de limpeza dos passeios e da péssima pavimentação “que é uma dor de cabeça para quem tem automóveis” e da falta de contentores do lixo, “e os que temos são apenas despejados uma vez por semana”, a quem Fernanda Pésinho garantiu que “a recolha de RSU é feita duas vezes por semana, se estão a fazer apenas uma, teremos de ver o que se passa com os serviços” garantindo ainda que serão colocados mais contentores, “mas também é preciso lembrar que a recolha dos monos até pode ser marcada.

Mas é impossível investir no reforço da recolha do lixo, nas equipas e em equipamentos e continuamos a recolher hoje e amanhã temos lixo fora dos contentores.”

Por sua vez, João Marques referiu ter-se congratulado “pelas obras de pavimentação do Bairro do Pinheiro Grande, muito importante para os moradores da Venda do Alcaide porque íamos ter estradas alcatroadas para o Pinhal Novo, mas fiquei desiludido porque não é isso que temos. Solicito ainda que sejam repintadas as marcas nas estradas da Venda do Alcaide, importantes para a segurança.”

O presidente frisou que “há atrasos em todas as obras, mas a contratação pública é muito complexa e nem sempre permite que se cumpram os prazos” e sobre a pintura das vias garantiu que “as pinturas estão a ser executadas em fases, mas lá chegaremos a essa zona”.

Residente no Bairro do Pinheiro Grande, Claúdia Prior agradeceu as intervenções que foram sendo feitas durante vinte anos pedidas à Junta de Freguesia “e agora teremos pavimentação finalmente”. Solicitou também “um ecoponto para aquela zona e uma melhor rede de transportes para as crianças e idosos” e alertou para o problema das lagartas do pinheiro “que todos os anos aparecem ali”.

Álvaro Amaro também respondeu que “já fizemos injeções e agora vamos colocar umas bandas nos pinheiros para ver se impedimos a lagarta de descer”.

Renato Maurício pediu informação sobre possíveis obras “no troço do Aceiro do Ferroviário e sobre o asfaltamento na praceta da urbanização junto das piscinas” e Joaquim Moço considerou que “devia haver uma semana descentralizada todos os meses, porque é preciso vir cá o presidente para serem feitas as limpezas antes da sua visita, e daqui a um ano voltará a haver”, colocando depois questões sobre mobilidade e falta de asfaltamento e pintura em estrada na Palhota.

Bruno Coelho mostrou-se muito satisfeito com o Pinhal Novo “mas quando fizeram o saneamento na Rua do Alentejo deviam ter continuado a obra para outras ruas” e José Leonel referiu que “o mercado mensal tem de ser repensado para outra zona” e deixou um agradecimento público pelas melhorias na Lagoa da Palha.

Presidente do Bairro do Pinheiro Grande, Maria Emília Cabrita questionou sobre a obra de asfaltamento da Rua 1.º de Maio “mas que nos dizem que não será feito em todo o bairro”, ficando o compromisso de novo contacto entre os técnicos e os moradores.

Abel Silva agradeceu “que aquilo que pedido em 2018 já esteja feito, o alterar uma tampa de madeira por uma de chapa, e iremos lutar agora pelo resto das obras de iluminação e asfaltamento” a quem Álvaro Amaro garantiu que “já fizemos o pedido à EDP”, aproveitando ainda para agradecer a cedência do espaço ao também presidente do Rancho Folclórico ‘Os Rurais’.

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