Política

Militantes do PCP podem vir a pagar mais de quotas para contrariar «situação financeira negativa»

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Actualmente o PCP cobra 1% do salário dos militantes, mas pretende aumentar o valor das quotas em um euro mensal, para colmatar a actual situação financeira em negativo do partido.

Este foi um dos assuntos apresentados no XXI Congresso Nacional do PCP em Loures, Lisboa, por Manuela Pinto Ângelo, da comissão política do partido.

«É preciso falar com cada membro para a importância de ter a sua quota em dia e para o aumento do seu valor mensal em pelo menos um euro, independentemente da base de 1% do rendimento».

Para Manuela Pinto Ângelo, «é necessário ter mais camaradas a receber quotas, usar outros meios nomeadamente a transferência bancária.

Tudo isto permitirá assegurar o mais importante meio de financiamento do partido, para este continuar a não depender de apoios públicos nem de terceiros nem quer depender.»

Desde 2016, data do último congresso, 85% das receitas do PCP foram resultado do «pagamento de quotizações, contribuições e donativos de simpatizantes e democratas», concluiu a dirigente comunista.

A má situação financeira do partido exige «a promoção do crescimento das receitas com origem na atividade e na militância», mas também «a redução das despesas, mas aquelas que não criem dificuldades à intervenção» embora não tenha avançado com exemplos.

Sem dar valores, Manuela Pinto Ângelo afirmou ainda que o partido já conseguiu recolher 60% dos fundos a que se propunha para a campanha nacional de recolha de fundos para o centenário do PCP, que se assinala em 2021.

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