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Major-General Raul Luís Cunha afirma que míssil na estação de Kramatorsk é, afinal, ucraniano

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O Major-General Raul Luís Cunha, antigo Conselheiro Militar do Representante Especial do Secretário-Geral da ONU para o Kosovo, tem vindo a fazer uma análise da invasão russa à Ucrânia, com uma versão que difere da que as entidades e os meios de comunicação social divulgam.

Além de considerar que o Ocidente tem culpas na decisão de Putin, em parte por nunca ter forçado ao cumprimento dos acordos de Minsk entre ambos os países, e na destituição do presidente ucraniano Viktor Yanukóvytch, que levou ao ‘Maidan’, o Major-General analisou hoje o ocorrido na estação de comboios de Kramatorsk, e que causou 50 mortos.

Através da sua página no Facebook, num texto que intitula como «MAIS UMA ALEGAÇÃO DE ‘MASSACRE’ (?) EM KRAMATORSK», Raul Luís Cunha explica que «desta vez o ataque foi realizado por um míssil, que inicialmente as autoridades ucranianas logo atribuíram aos russos e identificaram como sendo um míssil “Iskander-m” que é exclusivo das forças russas.

Mas, azar dos azares, os restos do míssil ficaram de tal modo intactos que permitiram a sua imediata identificação como sendo um míssil “Tochka-U” (facto posteriormente confirmado pelo próprio Zelensky).

Ora, esses mísseis táticos são usados apenas pelas Forças Armadas ucranianas, e assim a responsabilidade por esta tragédia é exclusiva das autoridades ucranianas.»

A explicação continua, e indica que «as tropas russas não usam o “Tochka-U” desde 2019, quando esse míssil foi descontinuado e substituído pelo “Iskander-m”.

Mas as Forças Armadas da Ucrânia continuaram a utilizá-lo e, em 14 de março, atacaram Donetsk com exatamente esse míssil, tendo resultado a morte de 20 pessoas. Curiosamente, as próprias forças separatistas nunca o utilizaram.”

O Major-General analisa também a trajectória do projéctil: «o míssil que caiu em Kramatorsk foi disparado a partir do Sudoeste – de território que está controlado pelas Forças Armadas da Ucrânia» e cita o Ministério da Defesa da Federação Russa, que terá afirmado não terem as «as forças armadas russas realizado quaisquer missões de fogo sobre a cidade de Kramatorsk no dia 8 de abril, e por outro lado, que os mísseis táticos “Tochka-U” são usados apenas pelas forças armadas ucranianas».

Outra análise «expedita» é feita aos danos na estação de Kramatorsk, «e pode-se pensar que o míssil explodiu no ar na seção final da trajectória tendo o elevado número de mortos e feridos sido causado porque provavelmente se tratava de uma ogiva do tipo “cluster”».

No final, o Major-General e ex-comandante da Brigada de Reação Rápida do Exército, deixa um ‘recado’: «será que agora, face às torpes acusações que proferiram, os dirigentes europeus serão, no mínimo, assinalados nos media que as publicaram pela sua precipitação, incompetência e mau carácter».


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