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Listas de Desemprego perdem 245 mil pessoas sem uma explicação

Um passo de magia parece ter feito desaparecer mais de 245 mil desempregados das listas oficiais do INE e do IEFP. Ao que parece, o Instituto Nacional de Estatística (INE) retirou dos números oficiais do desemprego, sem qualquer tipo de razão, centenas de milhares de desempregados, segundo Eugénio Rosa.
O economista Eugénio Rosa, a partir de um estudo que o I teve acesso, relembra que em abril de 2019 eram 321 mil desempregados, já em abril de 2020 na ordem dos 392 mil, O maior aumento foi entre fevereiro de 2020 e abril de 2020 com um acréscimo de 77 mil desempregados. A razão apontada é a “crise causada pelo coronavírus”. Já que “em todos os meses do período maio de 2019 a abril de 2020, o número de novos desempregados que se inscreveram nos centros de empregos é muitas vezes superior ao número de desempregados que os centros de emprego arranjaram trabalho”.

Assim, “em abril de 2020, o desemprego oficial era de 319 mil, enquanto o desemprego real (aquele que incluía os desempregados que o INE não considera nos dados do desemprego oficial por não terem procurado trabalho no período do inquérito) atingia 573 mil, ou seja, mais 253 mil desempregados (+79,3%)”.

Já que a análise real deve ser feita a partir da soma do “número de novos desempregados inscritos nestes meses e o número de colocações feitas pelos Centros de Emprego chegamos a um total de novos desempregados inscritos nos Centros de emprego de 544 226, enquanto o total de colocações feitas pelos Centros de Emprego no memo período (maio/2019 a abril/2020) são de 79.626”. Chegando o economista à conclusão que os centros de não arranjaram trabalho a 464 600 pessoas

A conclusão para o economista é simples, “a realidade e a dimensão do desemprego atual em Portugal é muito mais dramática do que aquela que os dados oficiais sobre o desemprego registado revelam todos os meses”, adianta ao I.



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