CulturaDistritoDistrito Setúbal

Judas não se esqueceu de ninguém por Palmela

publicidade

Centenas de pessoas percorreram as ruas do Centro Histórico para testemunhar a tradicional Queima do Judas, com o fim marcado para as 00h deste domingo no Largo S. João onde se pode assistir à leitura do último testamento seguido de fogo de artificio.

O primeiro Judas a ser queimado foi no Largo da Sociedade Palmelense “Loureiros”, mas antes leu-se o testamento do pobre coitado Judas que estava pendurado no centro daquele largo. Testamento esse que brindou autarcas e presenteou personalidades da terra e até um órgão de comunicação social local.

Ao toque dos bombos dos Bardoada – Grupo do Sarrafo (Pinhal Novo), a música foi “doada” por elementos daquela sociedade, e as prendas com dedicatórias foram surgindo como a do vereador Adilo <<Adilo vereador/ muitos anos de vereação / grande fotógrafo amador / tem Palmela no coração>>, para Fernanda Pésinho a dedicatória foi <<Fernanda Pésinho / menina sempre elegante / trata todos com carinho / com sorriso gratificante>>, mas o Judas dos “Loureiros” não se esquecendo de ninguém brindou também o vereador da iluminação <<Pedro Taleço / senhor da iluminação / sem querer saber qual o preço / mas candeeiro em pisca pisca é que não>>, chegada a vez dos presidentes da Junta de Freguesia e da Câmara Municipal o bendito do Judas deixou o seguinte <<presidente Jorge Mares / que gosta de poesia / correndo ou caminhando não pares / em prol da freguesia>> e <<ao presidente Amaro / da política e da canção / fica com um pequeno reparo / ponha Palmela no coração>>.

E lá foi prosseguindo com o brindar de prendas no seu testamento, deixando também uma prenda ao Jornal Concelho de Palmela <<ao Jornal Concelho de Palmela / grande família de obreiros / uma caneta p’ra lapela / oferta dos Loureiros>>.

Depois de percorridos alguns metros de calçada pelo Centro Histórico o rufar dos bombos chegaram pelas 00h ao Largo S. João onde as Avózinhas com fraco som deixaram também elas o testamento do seu Judas. A iniciativa terminou com a leitura do testamento da Câmara Municipal de Palmela, com críticas a quem “defende a violência” e a exigência de mais transportes e melhores estradas para o concelho, mas as obras em curso também elas foram lembradas como as <<obras do Castelo de Palmela>> como outras que estão em curso um pouco pelo concelho. As festas foram lembradas neste testamento, no fim o fogo de artifício que encerrou a iniciativa.

Artigos Relacionados

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Botão Voltar ao Topo

Permita anúncios

Detetámos que utiliza um bloqueador de anúncios.
Apoie o jornalismo sério e considere desativá-lo para o nosso site.
Saiba como desactivar: carregue aqui