Almada

Há 18 famílias em risco de ficarem desalojadas no Parque de Campismo da Caparica

Quando o Parque de Campismo Inatel Caparica, em Almada, encerrar para obras, há 18 famílias que podem ficar desalojadas.

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Quando o Parque de Campismo Inatel Caparica, em Almada, encerrar para obras, há 18 famílias que podem ficar desalojadas por falta de condições financeiras pra retirar equipamentos.

“Há cerca de 50 famílias a residir no parque. Eu represento 18. Todos têm enorme receio de ficar sem local para residir, pois não têm residência alternativa nem meios financeiros para o suportar”, disse à Lusa o advogado Pedro Proença, que representa 200 utilizadores deste parque.

Os utentes já foram notificados para retirarem os seus equipamentos até 30 de novembro, de modo a iniciar as obras de requalificação. Porém, “há vários utentes que há largas dezenas de anos mantêm no local a sua residência habitual, tendo ali o seu domicílio legal e fiscal”, acrescentou Pedro Proença.

“Quase metade vai ter enormes dificuldades financeiras em remover equipamentos instalados há muitos anos. Os utentes não pretendem criar uma situação de litígio, mas apelaram à fundação para suspender as obras até haver condições de saúde pública ou que as mesmas decorram sem a remoção dos equipamentos instalados no parque”.

Ou seja, disponibilizaram-se até a “pagar a quota mensal durante a realização das obras”, para que os equipamentos permaneçam no local.

A Fundação Inatel, que gere o parque de campismo, respondeu à Lusa que “não suspenderá a obra, porque esta surge como exigência das autoridades de proteção civil, de forma a salvaguardar as regras de saúde e segurança públicas, definidas em lei, sob pena de impedirem o seu funcionamento.

São precisamente as razões de saúde pública que levam a fazer as obras, a encerrá-lo, e não a mantê-lo aberto”.

A Fundação acrescentou que em relação aos riscos das famílias ficarem desalojadas, está a tentar com a Segurança Social “encontrar as soluções, com as entidades que têm essas responsabilidades, mas somente em casos absoluta e imperativamente justificados de indigência”.

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