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Fórum Medico exige pedido de desculpas publicas a Ministro

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O Fórum Médico, constituído por várias entidades ligadas aos profissionais de saúde, reuniu com caráter extraordinário na sequência da entrevista de dia 2 de setembro do ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e «uma clarificação da Senhora Ministra da Saúde e do Governo em matéria de formação médica e cuidados de saúde».

Num comunicado enviado às redações, o Fórum Médico considera «totalmente inaceitável e desrespeitosa a forma como o Senhor Ministro desvalorizou a formação e a qualidade dos médicos especialistas em Medicina Geral e Familiar e lamenta que seja um governante sem competência nesta matéria a equacionar um recuo na organização do Serviço Nacional de Saúde para padrões existentes antes da democracia».

Perante a entrevista, o Fórum Médico alerta «que os especialistas em Medicina Geral e Familiar são um dos pilares do SNS e asseguram a resposta na sua principal porta de entrada, pelo que reduzir ou condicionar a qualidade dos cuidados aqui prestados é prejudicar diretamente os doentes na promoção da saúde, na prevenção da doença e no tratamento das doenças crónicas, em particular nos grupos mais desfavorecidos, e rejeita liminarmente a possibilidade de criação de níveis de exigência distintos para a mesma especialidade, criando médicos, e doentes, de primeira e de segunda».

Apontam ainda como «principal problema da atual carência de Médicos de Família reside no facto do Governo não conseguir tornar o SNS atrativo e compensador, fazendo com que não sejam para ele captados 40% dos recém-especialistas. De lembrar que estão em formação 2000 médicos de família, a que acrescem cerca de 500 em janeiro».

O Fórum Médico é composto pela Federação Nacional dos Médicos, Sindicato Independente dos Médicos, Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar, Associação Nacional de Médicos de Saúde Pública, Federação Portuguesa das Sociedades Científicas Médicas, Associação Portuguesa dos Médicos de Carreira Hospitalar e Ordem dos Médicos.

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