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Forças da NATO juntam-se em exercício em Sesimbra

O exercício REPMUS22, da Marinha de Portugal com o apoio da NATO, teve em Sesimbra e em Tróia as suas bases. Navios de várias armadas navegaram pelas águas plácidas do distrito de Setúbal. Algumas das principais marinhas do mundo reuniram-se em Portugal. Os navios de guerra Lancaster, Audaz ou a fragata Bartolomeu Dias foram alguns dos presentes na baía de Sesimbra. Espanha, Estados Unidos e o Reino Unido foram alguns dos países participantes (a Suécia e a Ucrânia foram as nações observadoras). Este ano foi o mais concorrido desde que este exercício começou a ser feito.  

Mais de 1.500 militares e civis estiveram envolvidos neste exercício na costa de Sesimbra. Este exercício, que começou em 2004, tem continuado e assumido um grande papel. Na vila, militares e cientistas reuniram-se no forte de S. Teodósio. No interior do monumento podemos encontrar um farol com 126 anos criado por Gustave Eiffel. Este farol atualmente é automático, mas continua a ter faroleiros que o cuidam.

A procura de uma nova luz que guie o caminho uniu num mesmo esforço militares e civis. Homens e mulheres durante um mês partilharam um mesmo espaço e conhecimentos. Cientistas estiveram reunidos para melhorar a comunicação destes equipamentos, já que ainda não existe 5G debaixo de água. Os dados recolhidos muitas vezes são vistos como mais importantes que o equipamento utilizado. As comunicações aqui estabelecidas foram enviadas em tempo real para o comando marítimo da NATO no Reino Unido.

Juntos a procura de novas soluções

A indústria e a academia aqui trabalharam juntas. A Universidade do Porto foi uma das envolvidas neste exercício decorreu virado para um mar tranquilo. Neste local as diferentes equipas testaram os seus equipamentos (aquáticos e não só). Segundo os militares presentes, Sesimbra e a península Setúbal são um dos melhores sítios para se fazer war of subaquatic mines. Para desminar antes era necessário 4 ou 5 dias. O objetivo é reduzir este tempo de espera e aumentar o grau de eficiência neste processo.

Na fortificação sesimbrense, datada do século XVI, os países da Aliança Atlântica estiveram reunidos para, entre outros, aperfeiçoar capacidades na desminagem subaquática. Esta é uma preocupação cada vez mais permanente num período em que a guerra na Ucrânia fez com que se olhasse para o Mar Negro de uma outra forma. Isto porque o bloqueio aqui existente coloca em causa o transporte de cereais para vários pontos do globo.

«Manter o mar um sítio seguro para todos» é, segundo o Almirante da NATO Stefan Pahl, o principal foco deste exercício. Para o Comandante holandês Van Ijzerboo, «uma experiência como esta é incrível». Já que todos ganham com esta vivencia. Salvar tempo, aqui, vai conseguir salvar vidas (dos militares, mas não só). A tecnologia aqui testada será levada para situações de guerra. Onde é necessário o melhor equipamento.

As conclusões retiradas deste exercício também serão usadas no futuro na sociedade civil.


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