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“Fizemos das críticas a nossa força”

O Diário do Distrito marcou presença na 44ª edição da Festa do Avante! e relatou uma tarde no tão criticado evento do PCP.

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A tão contestada 44º edição da Festa do Avante! contou com uma abertura “às moscas” na sexta-feira, tal como relatou o nosso jornal ao longo do dia. Mas neste sábado o Diário do Distrito marcou presença no recinto da Quinta da Atalaia, em Amora.

Ainda antes de entrarmos na Festa, dois feirantes exibiam uma tarja na sua carrinha, onde se podia ler: “Todas as vidas importam, inclusive dos feirantes dos mercados medievais”.

A responsável disse que não é contra a realização do evento, “mas sim contra o Governo, que cancelou todos os outros festivais e não nos deixa continuar com a nossa única fonte de rendimento. Porque é nesses festivais que conseguimos vender“.

Entramos na festa e desde logo se vê que está muito mais composta do que na abertura, saltando logo à vista os diversos pontos com álcool gel. No espaço internacional, as gastronomias de Angola, China e Brasil mostram-se com vários clientes dispersados pelas mesas, apesar de nem todos cumprirem as regras de distanciamento necessárias, mas já lá vamos.

Começamos depois a descer em direção ao Palco Paz. “Fizeram disto um alarido tão grande só para atacarem o PCP, porque a situação no recinto está segura“, afirmou Paulo Andrade, visitante da festa. As pessoas acumulam-se ao redor do palco, onde tocam os “Projecto Bug”, e a maioria encontra-se fora da zona das cadeiras, sentados no chão, a beber ou a falar, como pode verificar nas imagens em baixo:

É a melhor festa que pode existir. Não quero saber do que dizem, porque o partido preparou-se bem. Estou aqui com o meu marido e a minha filha, completamente tranquilos”, contou Rosa Oliveira, enquanto vibrava com a música.

Depois do concerto acabar, era hora de tocar a famosa “Carvalhesa”. Uns tentaram respeitar e dançaram sozinhos, enquanto outros juntaram-se em grupos e fizeram a coreografia habitual.

Continuamos a descer, agora em direção ao Palco 25 de Abril, com a música de Marta Ren. No caminho pode ver-se a sinalização nos caminhos de circulação, que raramente é respeitada. Contam-se mais pessoas sem máscara do que com ela, a confraternizar em grandes grupos e sem a distância recomendada.

No palco o comportamento era exemplar. Não haviam muitas pessoas, é certo, mas todas elas estavam distanciadas e com máscara. No entanto, o pior estava para chegar.

Batiam as 18h00 e poucos minutos quando o debate da Festa do Livro do Avante! começou, com a presença de Ricardo Araújo Pereira. Num curto espaço de tempo juntaram-se centenas de pessoas, quase “amontoadas”. Sem qualquer medida de contenção ou distanciamento, o ajuntamento de visitantes começou a ficar cada vez maior, até chegar a este ponto:

A máscara não impediu os visitantes de darem umas belas gargalhadas, num debate que contou também com o jornalista Pedro Tadeu e com a participação da dirigente do PCP Margarida Botelho.

“Gostei muito de o ver”, disse André Carlos. O visitante considera que “este ajuntamento era difícil de se impedir, apesar de todos terem máscara. É uma pessoa muito famosa, que provoca sempre risos e bem-estar”.

Durante o debate sobre humor e política, houve também tempo para perguntas do público e ainda uma sessão de autógrafos após o final.

A noite começou a cair e voltámos a subir para o Palco 25 de abril. Pelo caminho, diferencia-se um cartaz da Juventude Comunista Portuguesa, com a mensagem “O vírus não mata direitos, é preciso defendê-los”.

No palco já tocam os “Mão Morta” e a plateia está bem composta. No final, uma enorme ovação levantou público das cadeiras. “Isto é a Festa!”, gritam algumas pessoas que vão passando.

Passada a fase de êxtase do público, um militante do PCP revelou ao nosso jornal que não está satisfeito com os ataques ao partido. “As constantes picardias dos outros partidos, principalmente do PS, foram vergonhosas. O PCP foi atacado por todos os lados, mas nós fazemos disso a nossa força“.

Apesar das críticas, O PCP e a Festa do Avante! nunca olharam para trás. Dentro do recinto, uns portaram-se melhor, outros pior, mas as condições estão garantidas.

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