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Exposição única no mundo patente na Biblioteca Municipal do Barreiro

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À primeira vista são apenas pedaços de cartão com letras ou desenhos. Mas são muito mais do que isso, são a História e as histórias de lutas políticas, ecológicas, LGBT ou pelos direitos básicos.

E são esses pedaços de História que o Arquivo EPHEMERA tem vindo a recolher ao longo dos anos e agora apresenta numa exposição na Biblioteca Municipal do Barreiro, sob o tema «LIBERDADE (a SÉRIO). A Paz, O Pão, Habitação, Saúde, Educação».

A partir de 23 de Abril e até 28 de Maio os visitantes vão poder descobrir as mensagens de vários cartazes recolhidos um pouco por todo o mundo “pelos nossos voluntários, naquela que é uma coleção única no mundo”, explicou José Pacheco Pereira, responsável pelo Arquivo EPHEMERA.

Os temas para os cartazes expostos foram escolhidos seguindo o refrão da canção de Sérgio Godinho «Liberdade»: ‘A paz, o pão, habitação, saúde, educação’.

“Nestes cartazes está tudo o que as pessoas querem dizer, a sua liberdade de expressão, da extrema esquerda à extrema direita. Somos ‘agnósticos’ e aproveitamos tudo o que são cartazes de protesto.

Alguns são mais elaborados, outros são feitos durante as manifestações, em que se pega num pedaço de cartão e se escreve a mensagem.

E também na forma como são escritos podemos até perceber a idade e origem social do autor, sobretudo com as frases curtas ao género de tweets, até outras frases que nos permitem situar cronologicamente os protestos.”

A exposição desenvolvida em parceria com o Arquivo EPHEMERA e com os Serviços de Biblioteca e Informação Documental da Universidade de Évora, reúne cerca de 60 cartazes “apenas uma amostra da coleção total que temos no Arquivo, na ordem dos 700 cartazes, mas aqui tivemos de adaptar ao espaço e ao tema da canção de Sérgio Godinho.

Mas esta é também uma exposição que não termina, porque a cada manifestação, os nossos voluntários e amigos vão recolhendo novos cartazes” frisou José Pacheco Pereira.

Semelhante a esta coleção “só conheço outra no Reino Unido” referiu, apontando alguns dos seus favoritos como o cartaz ‘There is no Planet B’, “que foi capa de uma edição do New York Times.

Essa é outro aspecto desta coleção, porque sempre que possível temos a foto do cartaz com o seu utilizador, nas manifestações.”

À pergunta do Diário do Distrito sobre como é feita a recolha dos cartazes, José Pacheco Pereira referiu “a rede de voluntários é quem faz essa recolha em vários pontos do país, incluindo no Barreiro, mas também em vários países, como na Suécia, Brasil e nos Estados Unidos.”

E reforça que “alguns voluntários não têm o juízo todo e até se arriscam para obter cartazes. Aconteceu isso com um grupo de amigos que foram a Teerão, na altura em que decorriam eleições, e andaram a arrancar cartazes de campanha, por pouco não levaram um tiro.”

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A exposição, realiza-se no âmbito das comemorações dos 48 anos do 25 de Abril e do Dia Mundial do Livro, e tem como base cartazes artesanais de protesto da época, pode ser visitada entre as 10h00 e as 20h00.

A inauguração oficial terá lugar este sábado, pelas 17h00, com iniciativas que vão desde a gastronomia em 1974, com uma mostra do que se comia à altura, até à música proibida antes da Revolução de Abril, por Luís Pinheiro de Almeida.


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