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Entidades pedem às autarquias reagendamento de espectáculos

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O presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses, Manuel Machado, solicitou às autarquias que reagendem sempre que possível, os espetáculos e «a adiantar parte do pagamento contratado a título de sinal, de forma de ajudar os artistas».

Manuel Machado, defende que as câmaras municipais obrigadas a cancelar ou a adiar espetáculos dos quais eram promotoras «devem tentar que esses espetáculos se realizem mais à frente, podendo adiantar parte do pagamento contratado a título de sinal», reconhecendo que esta é uma forma de ajudar os artistas a atravessar vários meses sem os rendimentos provenientes dos espetáculos ao vivo.

Também a Gestão dos Direitos dos Artistas (GDA), entidade que em Portugal gere os direitos de propriedade intelectual de músicos, atores e bailarinos, apelou já às autarquias que cumpram pelo menos parte dos compromissos antes assumidos com artistas e que tenham sido cancelados devido à covid-19, seguindo o exemplo da Câmara de Lisboa, que anunciou que irá assumir 100% dos cachets dos espetáculos da sua responsabilidade que tenham sido anulados.

A GDA defende que as autarquias e os promotores privados que tenham beneficiado de apoios públicos devem recalendarizar o máximo possível de espetáculos, pagando desde já uma percentagem aos artistas e a outras profissões dos espetáculos, como adiantamento.

Quanto aos espetáculos que já não possam, de todo, realizar-se, a GDA sustenta que o prejuízo deve ser repartido com equidade entre os promotores e os prestadores de serviços, ou seja, os artistas e as outras profissões dos espetáculos.

Mais de 24.800 espetáculos foram cancelados, adiados ou suspensos em Portugal por causa das medidas de contenção da epidemia da covid-19, revelou na sexta-feira a Associação de Promotores e Espetáculos, Festivais e Eventos (APEFE).

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