Setúbal

Dores Meira: “Fornecemos centenas e centenas de cabazes de alimentação” durante a pandemia

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A presidente da Câmara Municipal de Setúbal, Maria das Dores Meira, em entrevista ao Jornal Concelho de Palmela (JCP) falou sobre a pandemia covid-19, o aumentou as desigualdades sociais na comunidade e as dificuldades do setor empresarial.

Maria das Dores Meira falou sobre os apoios que a Câmara prestou à comunidade durante o confinamento: “Foram dados muitos apoios na área alimentar, no fornecimento de apoio físico, de termos, por exemplo, uma data de funcionários a irem fazer as compras às pessoas, nem que fosse à farmácia, éramos nós que íamos fazer isso. E apoiámos pessoas que estão sozinhas ou que estão debilitadas e não podem sair, às vezes um casal de idosos, idosos, ou uma pessoa mais nova que está sozinha e por qualquer motivo não pode sair, quando foi o confinamento ninguém podia sair e éramos nós que fazíamos esse tipo de coisas”, explica.

A comunidade necessitou mesmo de apoio alimentar: “Fornecemos centenas e centenas de cabazes de alimentação. Ao nível de algumas zonas carenciadas também fomos nós que resolvemos estes problemas”, completa.

Na atualidade estas carências já não estão asseguradas pela Câmara, uma vez que “passados uns meses a Segurança Social veio a assumir, depois deste período transitório, o que as Câmaras fizeram e hoje faz esse papel.”

Relativamente às empresas, nomeadamente no comércio e restauração, “a Câmara tomou uma série de medidas como a isenção das taxas das esplanadas, da parte da publicidade, dos toldos” até ao “final de agosto, princípio de setembro”, “deste março”.

A autarquia diz que “foi muito dinheiro que a Câmara Municipal deixou de cobrar, mas nós não podíamos cobrar, não era justo, as pessoas estavam fechadas não conseguiam fazer negócio.”

A situação mudou no verão, uma vez que “a cidade de Setúbal continuou a trabalhar bem, no verão era só virem a Setúbal e verem que felizmente as nossas esplanadas estavam cheias de gente, que os nossos restaurantes faziam fila e fazem e nós começámos a cobrar novamente as taxas”.

Maria das Dores Meira diz que os encargos financeiros da autarquia impedem outro timo de apoios, nomeadamente, “porque temos de pagar 34 milhões de euros de salários. Só o Passe Navegante que todas as câmaras assumiram para complementar o valor do passe são mais de 2 milhões de euros. Nós não podíamos aguentar mais não cobrar essas taxas.”

Mas, caso seja necessário reaplicar as medidas do verão, a Câmara vai “novamente isentar” e “apoiar estas empresas”, conclui Maria das Dores Meira.

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