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Desemprego no Algarve aumenta 202,4% devido à pandemia covid-19

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O desemprego no Algarve aumentou em maio mais de 200% em maio, cerca de 28 mil pessoas foram atingidas pelo flagelo do desemprego. O setor mais afetado é o da hotelaria que já soma quase três meses de prejuízos.

O Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) avança que, em maio de 2020, o Algarve foi a região que registou o maior número de desempregados inscritos em Portugal.  O crescimento do desemprego nesta região em comparação com igual período do ano passado é de 202,4%.

O crescimento do desemprego no Algarve não pára, em março a região contava com 21.636 desempregados inscritos (mais 41%), em abril mais 26.379 (mais 120%) e em maio 27.675 (mais 202%).

O motivo para esta quebra é a pandemia de covid-19 que coincidiu com o início e das contratações para a época turística e de maior desenvolvimento económico da região, o que levou a que milhares de pessoas não fossem contratadas, outras foram dispensadas ainda durante o período experimental e outras tantas foram mesmo despedidas.

“É um situação complicada, com um número de desemprego bastante elevado, que nos preocupa. Em fevereiro ninguém acreditaria que isto iria acontecer, porque estávamos com um dinamismo da economia cada vez maior, com o emprego a aumentar e o desemprego a diminuir”, explica Madalena Feu, delegada regional Do Algarve do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP).

O perfil dos novos desempregados, segundo  Madalena Feu, são 28% estrangeiros, maioritariamente brasileiros, indianos e nepaleses, que se dedicam à agricultura e  hotelaria, e outros que vieram de fora da região para se empregar nesta altura que é tradicionalmente propícia a empregar um grande número de pessoas.

“A recuperação não vai ser tão rápida e tão linear quanto isso. Não nos podemos esquecer que a seguir temos o inverno e que no inverno, naturalmente, as pessoas não acorrem a lugares turísticos de sol e praia”, avança o presidente da Câmara de Albufeira, José Carlos Rolo, à Lusa.

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