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Descobrirpress presidida por Jacques Rodrigues, dono da Revista Maria, declarada Insolvente

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O Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa Oeste, juízo de comércio de Sintra, declarou na semana passada a insolvência da Descobrirpress, do dono do grupo Impala, de acordo com sentença a que a Lusa teve esta quinta-feira acesso.

A sentença indica que no dia 4 de outubro “foi proferida sentença de declaração de insolvência do (s) devedor (es) Descobrirpress – Serviços Editoriais e Gráficos”, sendo “administradores do devedor Jacques da Conceição Rodrigues (…), Lucília Maria da Conceição Simões” e “Cláudio Bruno Simões Rodrigues”.

A Descobripress é presidida por Jacques Rodrigues, detentor do grupo Impala, reconhecido grupo de edição e publicação de média, responsável por revistas como a Maria e Nova Gente.

O credor Luís Monteiro Pereira, no parlamento e para o âmbito de uma audiência dos trabalhadores do grupo Impala com o grupo de trabalho da Comissão de Trabalho e Segurança Social, afirmou que a empresa mantinha “ordenados em atraso” desde o ano de 2011, com 174 trabalhadores à espera de receber os créditos mensais, totalizando o valor de 2.85 milhões de euros. “Neste momento existem 174 ex-trabalhadores da Impala em continuada espera para receber os créditos salariais, alguns há mais de 10 anos“.

Na sua intervenção, Luís Monteiro Pereira começou por apontar a transferência “da faturação que é produzida pela empresa base, inicialmente Impala Editores”, que designou por editora, “para outra empresa detida por si”, atualmente, Impala Multimédia. “Este movimento trata-se de “uma manobra ilusória”, visto a segunda empresa ter faturado entre Outubro de 2009 e Dezembro de 2011 “120 milhões de euros sem ter um único funcionário ao seu serviço”, prolongou.

Jacques Rodrigues referiu ainda no parlamento que a Descobripress precisava de um novo PER, acreditando ser possível recuperar a empresa, recorrendo também a outros argumentos como como a impossibilidade de lay-off assim como do pacote de compra antecipada de publicidade. “As quebras na faturação que foram agravadas pelo confinamento imposto pela covid-19”.

Jacques Rodrigues assegura ainda que “no novo PER em apreciação, mais de 90 por cento dos credores aceitaram em finais de 2020 as condições do novo acordo que inclui o perdão de dívidas”. 

O representante dos trabalhadores denotou ainda que as empresas “não têm qualquer atividade que não seja prestar serviços entre si, retirando os recursos financeiros à editora e criando uma falsa ideia de debilidade financeira para permitir, com base nisso”, criando assim uma maior diluição nas suas dívidas.


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