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Correio do Leitor | Corte indiscriminado de árvores de grande porte em Corroios

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Esta semana o Diário do Distrito recebeu uma comunicação de um morador no concelho do Seixal, indignado com o corte de árvores de grande porte em Corroios.

«Trata-se efetivamente de mais um ato de política medíocre, mas antes de mais, uma ilegalidade!

Com o argumento de reestruturação de um Parque Urbano, em Corroios na Quinta de São Nicolau, a autarquia resolveu abater árvores de grande porte, com copas de mais de 50 metros, absolutamente saudáveis, em época de nidificação!

Além disso, é um crime abater árvores desta dimensão quando o seu valor ecológico é brutal e económico ascende a milhares de euros cada uma, só a mediocridade e a proximidade das eleições, suporta este atrevimento, para além de ilegal é injustificável e o argumento colocado em panfletos nas árvores, de “motivos fitossanitários” é absolutamente falso! Foi um argumento de “ultima hora”, quando sentiram oposição e revolta por perto,

Estamos perante dois casos incríveis, este do Parque Urbano e o da Árvore abatida no Jardim de Infância junto a este parque. Também com o argumento de reestruturação – é uma moda! Cortaram uma árvore de médio porte “só porque sim”!… Até tiveram uma audiência de algumas crianças, estupefactamente observavam o ato selvagem, efetuado pelo empreiteiro que nitidamente foi-lhe indiferente.

Os cortes tiveram lugar no Jardim da Quinta de São Nicolau e no Pátio do Infantário São Nicolau, onde procederam ao abate de uma árvore sã, em período proibido e sem qualquer justificação objetiva.

Se já existe o objetivo da construção de um novo Jardim de Infância a <500 metros daquele espaço, no valor de 1 751 338,26 euros (mais IVA), o porquê de esbanjar dinheiro num conceito sem futuro. Este espaço deve ser devolvido aos moradores dos prédios! Acrescento, que existe junto a este infantário (no mesmo prédio e no prédio em frente), duas estações de antenas de comunicações com emissão de radiação, que segundo as entidades científica, é nitidamente prejudicial a crianças de tenra idade.

Este espaço é absolutamente exagerado face ao número de crianças que este infantário suporta, quando a zona tem falta de estacionamento devido à densidade populacional e de não existem alternativas.

Relembro ainda que:

– O abate de qualquer espécie de árvores é proibido durante a época de nidificação que se estende até meados de julho;

– O abate de árvores com dezenas de anos e com estrutura de grande porte com copas de mais de 50 metros, é um “crime” ecológico face à sua potencialidade na filtragem e limpeza do ar atmosférico das cidades. Estas árvores valem milhares de euros cada uma;

– Era curioso saber para aonde irão as madeiras…

– A realização desta obra agora face às questões atrás levantadas só pode ter um objetivo: político! Face à proximidade das eleições.

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– É também importante sublinhar a ausência de resposta aos vários pedidos de esclarecimento de entidades e particulares, face a este crime ecológico.


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