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Conselho de Administração do Hospital Garcia de Orta rejeita risco de ‘pré-catástrofe’

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O presidente do Conselho de Administração do Hospital Garcia de Orta rejeitou hoje que a unidade hospitalar esteja em risco de entrar num «cenário de pré-catástrofe», apesar da pressão que já esgotou as camas de internamento.

Luís Amaro respondia assim ao comunicado que foi emitido por responsáveis do Hospital no sábado, onde era admitido um «cenário de pré-catástrofe», caso se mantivesse a atual situação de pressão, decorrente da elevada procura de doentes covid-19 e doentes não covid-19.

Segundo o presidente do CA do Hospital este «não está de forma alguma em pré-catástrofe. Temos uma pressão de procura acentuada, mas estamos a conseguir responder com os meios internos e também com a ajuda da ARS [Autoridade Regional de Saúde], transferindo alguns doentes para outras regiões».

No final de uma reunião com a ministra da Saúde, Marta Temido, o responsável afirmou que «para estar em pré-catástrofe é preciso que não haja capacidade de resposta e neste momento nós ainda temos capacidade de resposta».

Este domingo o HGO apresentava um total de 173 doentes com covid-19 internados, dos quais 19 em Unidades de Cuidados Intensivos (UCI) e 154 em enfermaria, mais quatro doentes internados, no total, um dos quais em UCI, desde ontem.

«Neste momento, as camas que foram criadas para responder aos doentes covid estão todas ocupadas», revelou Luís Amaro, que admite também que a principal dificuldade está na mobilização de recursos humanos, apesar de o hospital já ter recolocado alguns dos seus profissionais.

«Temos tido a necessidade de transformar camas, fundamentalmente camas cirúrgicas em camas médicas, e temos tido a necessidade, de facto, de transferir [profissionais] de atividades cirúrgicas para o atendimento a doentes covid» referiu Luís Amaro.

A pressão sobre o Garcia de Orta já obrigou à transferência de doentes para outras unidades hospitalares: no sábado foram transferidos três doentes e hoje estaria a ser preparada a transferência de mais três, segundo o presidente do Conselho de Administração.

O HGO prepara-se para inaugurar na próxima semana uma nova enfermaria, que vai permitir reforçar a capacidade de internamento com mais 33 camas.

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