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Comunidade Judaica do Porto inaugura primeiro Museu do Holocausto da Península Ibérica

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No dia 20 de Janeiro será inaugurado oficialmente no Porto o primeiro Museu do Holocausto na Península Ibérica, criado pela Comunidade Judaica do Porto, numa cerimónia restrita que vai contar com a presença de Dias Ben Zion, presidente da Comunidade Judaica do Porto, e Rui Moreira, presidente da Câmara Municipal do Porto.

Estarão também presentes embaixadores das potências envolvidas na Segunda Guerra Mundial e de Israel, o Bispo do Porto e o presidente da Comunidade Muçulmana da cidade, além do Secretário de Estado da Cultura.

A abertura ao público será a 27 de Janeiro, Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, e será visitado por alunos de escolas da região do Porto.

Localizado na Rua do Campo Alegre, este museu vai ser tutelado por membros da Comunidade Judaica do Porto, cujos familiares foram vítimas do Holocausto, e retrata a vida judaica antes, durante e após o Holocausto, passando pela expansão do nazismo na Europa, aos guetos, os refugiados, os campos de concentração, de trabalho e de extermínio, até à libertação e ao pós-guerra.

Os visitantes terão oportunidade de visitar uma reprodução dos dormitórios de Auschwitz, uma sala de nomes, um memorial da chama, cinema, sala de conferências, centro de estudos, corredores com a narrativa completa, fotografias e vídeos e estarão ainda expostos dois Sifrei Torá (rolos da Torá), oferecidos à sinagoga do Porto por refugiados.

Este primeiro museu do Holocausto na Península Ibérica, terá parcerias de cooperação com museus do Holocausto em Moscovo, Hong Kong, Estados Unidos e Europa.

A construção deste museu contou também com um donativo substancial de uma família sefardita portuguesa do Sudeste da Ásia, que foi vítima de um campo de concentração japonês durante a Segunda Guerra Mundial.

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