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CDS-PP Almada reuniu com concessionários de frente de praia da Costa da Caparica

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A Concelhia de Almada do CDS-PP informa em nota de imprensa que reuniu, via online, com os concessionários da restauração da frente de praia da Costa da Caparica, tendo por tema o impacto do covid19 na restauração junto das praias e outras reivindicações antigas por parte dos concessionários.

«No que respeita ao impacto do confinamento resultante do estado de emergência e agora do estado de calamidade na economia da restauração situada numa zona balnear, como é evidente, as preocupações por parte dos concessionários são iguais à restante restauração, com a agravante de maior parte do negócio que é efectuado por essa restauração, ficar muito dependente do acesso às praias, quer no que diz respeito à sua lotação quer na forma como se operacionalizará na prática os lugares e as distâncias entre os banhistas tal como o comportamento a ter pelos mesmos enquanto houver a ameaça do vírus.

Os Concessionários entendem que apesar de terem uma palavra a dizer e não terem sido abordados por parte das entidades a quem compete criar soluções e legislação, essa decisão deve ser tomada pelas mesmas entidades, uma vez que, a sua base de actuação é a prestação do serviço de restauração aos seus clientes.

Esperam assim, que sejam criadas condições para que o impacto seja o menos negativo possível, pois está em causa a sobrevivência de muitos espaços, com despesas fixas para pagar, taxas e impostos, e postos de trabalho para garantir.

Outras preocupações manifestadas pelos Concessionários da restauração de frente de praia, prende-se com a questão dos nadadores salvadores, que, com o problema criado pelo surto de saúde público, este ano começa a ser escassa a oferta de nadadores-salvadores devida e atempadamente formados, para que possam dar a resposta exigida por lei. No que respeita ainda aos nadadores-salvadores, onde as regras para o exercício da actividade são cada vez mais exigentes, nomeadamente o número de nadadores-salvadores por concessionário, os custos suportados, exclusivamente, pelos concessionários são demasiadamente avultados, razão pela qual, entendem que poderiam arranjar-se soluções que para que os empresários e detentores da restauração de praia vissem as suas despesas diminuir, pois essa factura é aos mesmos dirigida.

O CDS-PP Almada ouviu ainda o desejo por parte dos Concessionários de ver clarificada a legislação que diz respeito à caracterização e identificação na prática daquilo que é considerado no momento, de concessão e de apoio de praia. Para os mesmos, não se entende o porquê da existência dessa discrepância onde no concreto há responsabilidades e deveres diferentes entre as duas tipologias. É preciso rever e modificar a lei para que possa haver uma maior clarificação e uma maior justiça.»

Outro ponto abordado foi a forma como decorreu a modernização da Costa da Caparica «depois da oportunidade desperdiçada com o Programa Pólis e os mais de duzentos e vinte milhões de euros gastos com a sua execução, é notório e consensual de que poder-se-ia ter dado um outro rumo a tantos milhões investidos para modernizar a Costa da Caparica», considerando que esta zona « sempre ficou muito aquém do investimento e interesse dos poderes de decisão nomeadamente o político e o económico, quer nacional quer mesmo local».

Não obstante «os Concessionários da Costa da Caparica, reconhecem melhorias substanciais nalgumas matérias, a começar pela maior segurança que se vive nos dias de hoje na cidade. Para os mesmos, o sentimento de insegurança que se vivia alguns anos diminuiu consideravelmente, defendendo mesmo que de momento, a Costa da Caparica, é um local pacato sem incidentes de relevo que possam preocupar os caparicanos ou afastar os visitantes, afirmando em jeito de conclusão sobre o assunto, que é por exemplo, seguro caminhar de noite no paredão da Costa.

No que respeita à limpeza e aos arranjos do espaço público, denotam também uma melhoria considerável, facto muito positivo, pois um espaço desmazelado e pouco cuidado, afastaria o cidadão que procura a Costa da Caparica para o seu lazer e não respeitaria os caparicanos no uso de um espaço que é seu.

Por fim, o CDS-PP Almada, registou a necessidade, segundo os Concessionários, de se alocar uma verba destinada à reposição das areias, pois, de outra forma, não se consegue contornar o problema que será cíclico e que se terá de aprender a conviver com o mesmo.»

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