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Casal de médicos sequestrados e agredidos no Hospital de Setúbal

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As noticias do Centro Hospital de Setúbal (CHS) não tem sido animadoras, depois da agressão a uma médica contratada pela unidade hospitalar, dá-se outra agressão, desta feita a dois médicos que estavam de serviço no último dia do ano de 2019.

Tudo terá começado com o desespero de um doente que terá aguardado quatro horas para ser atendido na urgência do CHS, começou com ameaças à médica assim que entrou no consultório. Perante as ameaças a médica gritou pelo marido, também ele médico e de serviço, que tentou ajudar, mas também acabou sequestrado e agredido pelo doente, um homem sexagenário.

A confusão gerou-se com o gabinete fechado e o doente a insultá-los e a arremessar contra as vítimas cadeiras e mesas. O polícia de serviço foi alertado para a situação, terminando a agressão quando o agente terá arrombado a porta do gabinete.

CHS degrada-se dia após dia

As queixas dos pacientes são elevadas, o Diário do Distrito sabe que o sistema Manchester que foi implementado pelo Ministério da Saúde a fim de resolver os problemas que existiam nos tempos de espera, em nada está a resolver, o sistema está atualmente a atrapalhar os tempos de espera, pois a falta de profissionais também não ajuda à situação.

Médicos agredidos por pacientes

Já não é novo que situações como aquelas que ocorreram no último dia do ano passado tem sido frequentes naquela unidade hospitalar como em outras espalhadas pelo país. O CHS foi alvo recentemente de noticias de agressão a médicos, com a agressão de uma médica contratada por parte de uma mulher que também esperou cerca de 4 horas até ser atendida.

Doentes com prioridade não são tratados

No decorrer do ano passado as urgências do CHS estão no ‘olho do furação’, relatos de pacientes que esperam e desesperam nas urgências, dão conta de que existem episódios que não deveriam de passar-se nas urgências dos hospitais. Segundo o relato de uma utente que se deslocou às urgências do CHS, deparou-se com um doente do sexo masculino que estaria com início de um AVC, o paciente esperou cerca de 20 minutos para a Triagem e depois mais 20 a 30 minutos para ser atendido. Diz-nos o relato que o homem com cerca de 44 anos desmaiou e caiu no chão. Nesse momento foi socorrido e transportado para o Hospital Garcia de Orta, onde foi submetido a intervenção cirúrgica mas acabou por morrer.

Manchester não funciona…Existe falta de médicos

O sistema de Manchester que já não é novo no Serviço Nacional de Saúde parece não estar a funcionar nas urgências dos hospitais portugueses. O Diário do Distrito acompanhou um caso em que o doente de maca esteve 10 minutos à espera para ser atendido na zona de Triagem, o doente que era diabético e que não comia nada há várias horas, deu entrada na unidade hospital do CHS pelas 16h10 e só pelas 16h30 é que foi chamado à triagem, diagnosticado com pulseira amarela, só passadas 4 horas na sala aberta é que o doente foi examinado. Doente esse que esteve hospitalizado cerca de 22 dias e que por falta de cuidados médicos viria a morrer nesse mesmo dia.

Para muitos portugueses a opinião é unanime, o SNS padece de cancro e ninguém faz nada por esse SNS que tanto é necessário para os portugueses. Arnaldo M., é um dos pacientes que se recusa a ser assistido no CHS, pois segundo o paciente que sofre de problemas cardíacos, foi internado e passados 10 dias estava em casa com um relatório de alta a dizer que estava melhorado: “Deram-me alta sem qualquer medicamento para o meu problema, claro que passados 3 dias tive que recorrer para o Hospital de Santa Maria e dizer que estava em Lisboa para me conseguirem atender, é triste como a nossa saúde está”, desabafa.

Casos como de Arnaldo M. são muitos, infelizmente com fins menos bons para o paciente e para as famílias. O nosso jornal pediu alguns esclarecimentos ao CHS mas que até ao momento não respondeu.

 

 

 

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