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Brasil | Homem acusado de roubar obrigado a despir-se em supermercado

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Luiz Carlos da Silva, de 56 anos, foi obrigado a despir-se publicamente depois dos seguranças de um supermercado em Limeira (São Paulo), o acusarem de furto.

O momento foi captado em vídeo por clientes que se revoltaram com a situação, e o caso está a gerar polémica na opinião pública por tudo indicar-se tratar-se de uma situação de racismo.

Numa entrevista dada a um jornal local, Luiz da Silva explicou que foi ao supermercado para ver os preços e acabou por sair sem comprar nada.

No momento em que ia sair, foi abordado por seguranças, que lhe exigiram que tirasse a roupa e acabou por tirar também as calças para deixar claro que não tinha furtado nada.

«Eles queriam levar-me para um canto escuro sem ninguém ver. Eu comecei a chamar o pessoal para gravar e servir de testemunha. Se me levassem para trás, eles colocariam alguma coisa em mim e diriam que eu roubei», disse ao site Notícia de Limeira.

O homem começou depois a chorar, «porque não roubei nada. Nunca precisei roubar nada de ninguém. Eu trabalho» referiu, e garante ter sido vítima de racismo.

«Não era só eu que estava saindo sem nada do mercado, tinha muita gente também. Acho que muita gente foi pesquisar e saiu para talvez voltar. Eu creio que foi racismo.»

Um advogado que se encontrava no mesmo supermercado, já se constituiu como representante de Luiz da Silva, por ter assistido ao ocorrido e garantiu à comunicação social que várias pessoas brancas saíram sem comprar nada e não foram alvo de qualquer abordagem por parte dos seguranças.

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